Esse cara vai ser presidente. E a culpa será de quem menos gosta dele.

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O mundo vem guinando fortemente para o conservadorismo.  O Brexit venceu, Trump venceu, partidos de inspiração fascista que eram irrelevantes, agora ocupam cadeiras nos principais parlamentos europeus, etc.   Como e por que isso está acontecendo?

Em comum todas essas iniciativas conservadoras tinham o fato de não terem sido levadas a sério.  A candidatura de Trump por exemplo, começou como uma piada.  As pessoas riram do cara que fala um monte de doideiras, e achavam que em algum momento a piada perderia a graça e pessoas sérias assumiriam dali.  Não foi o que aconteceu.  No caso do Brexit, muitos ingleses achavam que era só para dar um susto na União Europeia, mas eles voltariam a si logo depois.  Não aconteceu.

Há dois principais motivos para essas coisas terem acontecido.  A primeira é que as pessoas jovens e de ideias mais progressistas não vota.  E não é porque elas não podem, é porque elas não querem.  Acham que lacrar no textão do Facebook vale como um voto e que petição online vale mais que a Constituição.  Colocar x para “neutralizar gênero” é o ápice da inclusão.

Veja o Brexit:  Quem era a favor da saída inglesa da UE eram em maioria pessoas de mais idade

Os jovens eram contra.  Onde estavam os jovens no dia da votação?  Lacrando em algum lugar, menos na seção eleitoral.

A eleição de Trump?  Mesma coisa.  Trump teve 62.984.825 votos.  Hillary ficou com 65.853.516 votos e perdeu, é o sistema deles lide com isso.  Isso deu um total de 128.838.341 votos num universo de 200 milhões de eleitores.  E olha que lá, embora não seja obrigatório, é mais fácil de votar do que no Brasil, lá você tem dias para votar e nem precisa sair de casa, pode votar pelo correio.  Quem é que não foi votar?  O coroa republicano membro da NRA e fã de Nascar?  Ou a feminista de sovaco cabeludo lacradora do Face?  Mais provável a segunda.

O @cardoso vive dizendo que quem xílica não consome.  Pedem diversidade em filmes, quadrinhos, etc e quando são atendidos não assistem aos filmes e não compram os gibis.  Essa gente também não vota!  Já os conservadores sabem como as coisas funcionam, vão lá e votam.

O outro motivo são os moderados.  Militante não ganha eleição, mas pode perder.  Você não vai num acampamento do MST para falar para os sem terra fazerem uma marcha pela prisão de Lula.  Pelo mesmo motivo não vá a uma reunião de fãs do Bolsonaro falar que José Dirceu é um preso político.  Mas militantes são minoria.  A maioria dos eleitores são pessoas normais como eu e, espero, você que consegue ver o mundo mais do que o binário “fulano e partido são bons, os outros são ruins”.  Uma pessoa moderada procura ver todos os lados, mesmo que ela seja um pouco a esquerda ou a direita, não é fanática por uma pessoa.

E o que está acontecendo com os moderados?  Está ficando cada vez mais difícil defender os progressistas.  Embora não seja a favor da proibição, a tal exposição do Santander era uma boa porcaria.  Os caras criticaram uma ação policial que impediu um roubo a residência e terminou com 10 bandidos mortos!  O que eles pensam?  Que um cara com um fuzil na rua quer conversar?

Mas aí os caras chegam ao fundo do poço.  Defender idiotas que acham que escrever palavrão em hóstia é arte, vá lá, mas pedofilia?  Sim, não tem outra palavra, o que ocorreu no MAM de São Paulo foi isso.

Tem tara pra tudo, se esse pessoal quer fazer uma suruba num museu e conseguiram isso, ok sejam felizes.  Eu quero entrar para o Mile High Club.  Mas não envolvam crianças com isso!  “Mas a mãe tava junto” você pode dizer.  Bom, se os pais sempre soubessem o que é o melhor para os filhos não precisaríamos de conselho tutelar, certo?

Não proibiria que um monte de gente ficasse tocando num cara pelado.  Macaquinhos

(Não clique, NSFW, NSFL) é muito mais chocante.  Mas não envolvam crianças.  Proíbam sim a entrada de crianças nesse tipo de coisa.

Quando a esquerda defende essas coisas, pessoas moderadas como eu não querem ser confundidas com eles.  Isso me joga mais um passo para a direita.  Eu tenho sobrinhos, não tolero pedofilia em forma nenhuma.  E onde essas pessoas vão encontrar quem atenda seus anseios por ordem?  Pois é, no cara da foto ali.

“Ah, mas o MBL” qual é né?  Eles são especiais mas muito amados, mas mesmo um relógio quebrado marca a hora certa duas vezes por dia.  E nessa vez eles estavam certos.

Se a esquerda continuar nessa coisa de defender criminosos e crimes, melhor começar a levar a sério a frase dos bolsomínions e Jair se acostumando.

Fontes:

Sou preguiçoso, o que não tá linkado veio tudo da wikipedia.

 

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A Exposição do Santander e o grande efeito Streisand

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As obras são em geral uma porcaria.  Mas ao menos o espaço é bonito

Todo mundo já falou bastante sobre a tal exposição do Santander lá em Porto Alegre. E acho que já até falaram por mim.  Querem proibir, querem liberar, e a polêmica chegou até o congresso.  Mas justamente isso que me chamou atenção:  Por que estamos falando tanto disso?

Era uma exposição local, não fosse o MBL gritar contra ela, quase ninguém saberia.  Brasileiro já não vai a museu mesmo, ninguém iria ver esse treco.  Mas o chororô do MBL provocou um grande efeito Streisand.

Não concordo com o que o MBL fez.  Nem eles mesmos deveriam concordar porque querer proibir a tal exposição deu a ela mais destaque do nunca.  Aposto que agora, onde ela for novamente montada vai ter fila de gente curiosa para ver porque tanta gritaria em torno dela.

“Ah, então você gosta daquela pouca vergonha?”  não.  Detesto arte moderna.  Muitas daquelas peças ali nem podem ser chamadas de arte.  Mas eu prefiro um mundo onde qualquer idiota possa dizer suas idiotices do que um mundo em que as pessoas tenham seu pensamento controlado.

“Vai mesmo deixar que escrevam palavrões em hóstias?”  Aquilo me incomodou.  Eu sei, como bom católico, que aquelas hóstias não estavam consagradas e portanto não passam de um pedaço de pão sem sal e sem fermento.  Mas eu sei para o que elas foram feitas, essas hóstias muitas vezes são feitas em conventos, quem as faz, faz com dedicação para a sua finalidade, serem utilizadas na Missa e para quem acredita, virarem o Corpo de Cristo.  Mal comparando (e serei excomungado por isso), seria o equivalente a, ao invés de você usar a Nutella para fazer doces ou comer com pão, você entrar em modo full retard, encher uma banheira com ela e tomar banho na Nutella.

“Então o que você acha disso?”  Uma vez o ônibus da minha rua estava imundo.  Então eu fui lá e escrevi “Cú” (com acento)  ao longo de todo o ônibus.  De proa a popa (eu sei) dois lados e também na traseira.  O ônibus ficou cheio dessa palavra.  Ficou tão feio que o motorista que pegou o ônibus na rendição recusou-se a dirigir aquele veículo cheio de palavrões e exigiu outro ônibus.

Isso faz de mim um grande artista contestador?  Não, foi só uma molecagem.  E o motorista era membro do MBL coxinha censurador?  Não, ele era só um motorista que gostava de um ônibus limpo.  Pra mim, quem escreveu palavrão em hóstia não passa de um moleque sem ter o que fazer.  Pior do que eu e o ônibus porque minha molecagem não custou dinheiro.

Eu adoro South Park.  Mas não gosto de um episódio em que uma imagem da Virgem Maria sangra.  Não deixei de gostar da série por isso, também não saí pregando boicote a South Park, simplesmente não assisto esse episódio.  Trocar de canal ou desligar a TV não dói.  Tem um episódio de South Park em que eles comparam a Igreja com a NFL e eu acho bem sacado.  Mas faço o simples ato de o que me desagrada eu simplesmente não assisto, não prestigio, não dou atenção.

Tivesse o MBL feito o mesmo, essa exposição passaria despercebida pelo grande público e o “ataque a moral e aos bons costumes” teria menor impacto.  Como disse, prefiro que qualquer idiota consiga se expressar do que outros idiotas controlando o pensamento.

 

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E a ONU decidiu que nossa gasolina não é tão gasolina assim

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Parece propaganda e é um pouquinho, mas além do Shell, tá vendo aquelas placas vermelhas no caminhão? Falaremos delas nesse post

Quem anda na rua já deve ter notado que sempre que um veículo está transportando uma carga potencialmente perigosa, ele leva umas placas vermelhas indicando o perigo e uns números.  Esses números quase ninguém sabe o que é, mas eu sei, porque faz parte do meu trabalho!

Na prática, todo veículo transportando um produto desses leva duas placas, uma em forma de losango que indica que o sólido / líquido / gás é perigoso e qual o perigo, e outra retangular com uns números.  É essa que ninguém entende o que é.

Essas placas possuem simbologia própria e códigos específicos.  Vamos a eles.  Aqui um exemplo dessas placas:

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A placa em losango só é vermelha se o produto for inflamável.  Quando você vê um caminhão da White Martins geralmente a placa é verde pois o gás que eles transportam não é inflamável.  Mas o inocente oxigênio ajuda bastante caso haja fogo por perto, como descobriram da pior maneira os astronautas da Apollo I.

A outra placa retangular, se chama painel de segurança e traz as duas informações relevantes:  Na parte de cima, os tipos de risco que a substância oferece, ou o tamanho da encrenca que você se meteu ao mexer com aquilo, e embaixo o produto envolvido.

O número de cima é uma combinação de riscos, podem ser até três algarismos, mas normalmente usa-se dois, são regulados por portaria da ANTT e cada número significa um tipo de brejo para o qual a vaca pode ir:

Algarismo Significado Opinião do Fernando
2 Desprendimento de gás devido à pressão ou à reação química. Não respire
3 Inflamabilidade de líquidos (vapores) e gases ou líquido sujeito a auto-aquecimento. Não faça isso 
4 Inflamabilidade de sólidos ou sólido sujeito a auto-aquecimento. É de boa, desde que não deixe a chapa esquentar
5 Efeito oxidante (intensifica o fogo). Cuidado com o O2.  Doses moderadas desse produto provocam o envelhecimento precoce dos tecidos. Grandes quantidades provocam explosões
6 Toxicidade ou risco de infecção. Biohazard
7 Radioatividade. Você terá filhos bem estranhos se ficar exposto a isso
8 Corrosividade. Pergunte ao William sobre percloreto de Potássio
9 Risco de violenta reação espontânea. Kabum!
X Substância que reage perigosamente com água (utilizado como prefixo do código numérico). Faça o que quiser, mas não jogue água.

O número de baixo indica o produto que está sendo transportado.  Ele segue uma tabela da ONU, ou seja, em qualquer país do mundo ao ver esse número você sabe o produto que está sendo levado.

A tabela da ONU é imensa, tem número pra tudo (tudo mesmo) .  As mais comuns no Brasil que você acaba vendo pelas ruas:

Código Produto
1202 Óleo Diesel
1203 Gasolina
1170 Etanol (anidro ou Hidratado)
1075 GLP (Gas de cozinha)
3256 Óleo Combustível
1223 Querosene (Inclusive o de aviação)
1072 Oxigênio comprimido
1049 Hidrogênio comprimido
3082 Biodiesel
1155 Éter Etílico

Existem vários outros rodando por aí, esses são os mais comuns.  Se ver algum bizarro e tiver curiosidade de saber, esse site aqui te permite fazer uma consulta rápida sabendo o número ONU do produto ou o nome do produto.

Pois bem, e o 3475 que está na placa do caminhão que abre esse post?  Consultemos a ONU:  3475 – Mistura de Etanol e Gasolina ou Mistura de Etanol e combustível para motores.

Segundo a resolução ANTT 5232/2016 agora toda gasolina com percentual de Etanol acima de 10% deve ser identificada com o número 3475.  O 1203 permanece para gasolina com menos de 10% de etanol.

Nossa gasolina hoje vem com 27% de etanol (25% no caso de gasolina premium).  Portanto, é de se pensar que quando mais de 1/4 de um produto é outro produto misturado, suas propriedades são alteradas a tal ponto que mereça ser chamado de outra coisa.

Vale lembrar que o álcool na gasolina é bom, nos permitiu parar de colocar chumbo tetraetila como elemento antidetonante na gasolina e assim evitar que todo mundo respirasse um treco altamente cancerígeno.  Mas o percentual de álcool que a gasolina leva hoje serve apenas para alegrar os usineiros.

Agora você sabe o que são aquelas placas nos caminhões tanque (vagões também usam) e quando estiver na estrada vai saber o que os caminhões carregam.  No caso da gasolina, se for 1203 o caminhão se destina a uma base de distribuição, se for 3475 ele provavelmente vai a um posto de combustíveis.

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Orphan Black ou como fazer ficção científica boa e barata

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Ilustração que resume o que você precisa saber sobre a série para começar a ver. Brilhantemente desenhado e diagramado por Nathalia

Não sou um grande fã de seriados.  Prefiro filmes.  Se eu não tinha paciência para acompanhar novela, também não teria para acompanhar séries.

Séries pra mim tem um problema básico que é intransponível:  Eu gosto de ver coisas explodindo, tiroteio, efeitos especiais.  Não dá pra fazer isso numa série.  Você vai gastar muito dinheiro, não vai ter retorno, a série será cancelada e você perde o emprego.  Uma vez eu vi que o que pessoal esperava das séries da Marvel feitas pela Netflix era um Vingadores por semana, sob pena da série ser ruim.  Confesso que eu queria sim um Vingadores por semana.  Para se ter uma ideia de como sou com séries, comecei a ver The Last Ship porque achei a história bacana e achava que era um filme.  Quando vi que era uma série, já era tarde demais.

Não quero dizer com isso que séries são uma merda, longe disso.  Eu mesmo vejo várias:  Estou vendo Black Sails, sempre assisti Star Trek, gosto de várias animadas (Simpsons, Family Guy, South Park…) e não tenho absolutamente nada contra fãs de seriados, desde que não me obriguem a ver essa ou aquela série.

Pois numa dessas, naquele catálogo imenso da Netflix onde eu não estava achando um filme para assistir naquele momento, e o algoritmo de sugestão da Netflix consegue ser mais pessoal que o do Facebook e  me apresenta uma tal de Orphan Black.  Produção canadense.  Ok, por produção canadense eu sempre penso nisso:

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Aos fatos:  A série começa com uma garota chegando à estação de trem e vendo outra se atirando na frente de um trem.  Eu, detalhista quando quero ouço que o trem vinha de NY, e vou eu ver se tem linha de trem entre Toronto e NY (esse trem existe e leva 13 horas de viagem). Com a particularidade que a garota era idêntica a ela, exceto pelo estilo de se vestir e cabelo.  Beleza, agora eu teria que ficar assistindo para saber porque a outra se matou e porque elas eram tão parecidas.

O roteiro é bem amarradinho, logo você descobre (isso não deve ser considerado como spoiler, você descobre no primeiro episódio) que as garotas são iguais porque são clones e mais, não tem só duas clones.  A partir dessa premissa você cai em uma grande história de brincar de Deus mexendo com o DNA, reprodução humana, human tunning e fanatismo religioso numa brincadeira que te leva a ver  um pouco de mitologia até revisitar clássicos da literatura de terror.

Os personagens são fortes, entre as clones tem de tudo:  a garota que chega na estação é a roqueira revoltada que depois de anos de sexo, drogas e rock and roll quer dar um jeito na vida.  A que se matou era policial, há mais clones, uma nerd de laboratório, uma típica mãe de subúrbio americano e a personagem mais louca que você vai ver em toda a série.

Os outros personagens que não são clones são um espetáculo a parte:  tem o irmão esquisitão, o maridão trouxa, a badass que quer resolver tudo na bala, e olha que só falei dos mocinhos.  Entre os vilões tem também de tudo, inclusive é claro, o vilão que você não sabe bem se é vilão.

Essa série fez um baita sucesso com lésbicas porque o par romântico principal da história é um casal lésbico.  Mas se você quer ver tórridas cenas de sexo entre elas, tire seu cavalinho da chuva.  Se você quer ver empoderamento e lacração esqueça também.  Elas formam um casal mas não dão a mínima para militância, apenas querem viver suas vidas.

Mas vamos falar do orçamento:  Apesar da série tratar de vários temas legais da ficção científica, não precisa de um grande orçamento.  Ora, todo mundo sabe o que é DNA e que ele é pequeno, portanto não precisa montar um nem de MM´s

A máquina incrível que você coloca um fio de cabelo e sai o DNA completo, sequenciado e mostrando se você é uma clone ou se aquilo é só pelo de gato instantaneamente, nada mais é do que um PC.  Talvez a coisa mais cara que a produção tenha alugado foi um helicóptero, mas isso nem de longe é demérito para a série.

Eu disse que eu quero um Vingadores por semana, mas eu sei que não dá para ter um por semana.  E para o orçamento a série se vira bem. Você não vê dinheiro faltando.  Ninguém inventou o tele transporte porque a grana não deu para fazer a nave auxiliar (mas a série tem um Scotty.  Ficção científica boa tem que ter um Scotty).

A série é tão austera que economiza até no elenco.  Para fazer as clones basta uma atriz.  Assim ela fica com o maior salário da folha, mas ainda é mais barato do que pagar 10 atrizes. E escalaram uma das boas.  A canadense Tatiana Maslany se supera batendo o escanteio e cabeceando para o gol.  Ela troca entre as personagens com naturalidade, inclusive com trocentos sotaques diferentes, do britânico ao ucraniano.

O baixo orçamento não é demérito para a série, pelo contrário é sua maior virtude.  Se dessem muito dinheiro para a produção, provavelmente inventariam rebimbocas da parafuseta e tirariam o grande trunfo que é uma boa história.  E com atores desconhecidos do grande público, mas extremamente competentes, a história acaba por te prender.

Não sei os números de audiência que a série tem, passa na TV normal na BBC America, nem o número de visualizações na Netflix.  Mas a série chegou a sua quinta e última temporada com fãs que realmente gostam e assistem aos episódios e por isso terá um final decente. Você não Sense8.

Quer assistir?  Netflix!  Todas as temporadas estão disponíveis.

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Poderia ser usado como divulgação da quinta temporada, mas o orçamento da série já tinha estourado e não contrataram a artista. Sabe quem? Acertou!

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Não teve jeito você pagou o pato

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A melhor charge que vi sobre o aumento de impostos. E sim, Temer está bem representado aqui. Cortesia Rafael Dourado

Não adianta chorar, a conta para salvar o Temer chegou para todos nós.  Até hoje eu só vi um apoiador de Temer, curiosamente hoje, todos os outros vão pagar sem gostar.

O aumento de impostos nos combustíveis foi imoral, absurdo e vergonhoso.  Não sei se a sociedade está anestesiada ou já desistiu de lutar mas quando a Dilma quis ressuscitar a CPMF houve uma grita geral, com razão, e agora não se vê muita reação contrária.  Vida que segue.

A justificativa para essa colossal usurpação salarial (Thanks Milhouse) é para fechar as contas do governo.  O orçamento da União já prevê para esse ano um déficit de 139 Bilhões de Reais.  E não vão conseguir fechar a conta.

Imagina desse jeito: você é o governo e não consegue fechar as contas da sua casa porque comprou aquela SUV de última geração com todos os opcionais para andar na terra mesmo que o uso para ela se limitará a idas ao shopping. Falta dinheiro. O que você faz? Vai no seu patrão e pede aumento.  Ou melhor, manda ele lhe dar um aumento, afinal seu patrão é um frouxo e não vai te demitir.  Problema resolvido.

É assim que o governo agiu lhe passando a conta.  Quem é a SUV?  A salvação de uma pessoa:  Michel Temer.  Como ele foi salvo?  Com diversas SUVzinhas dadas aos deputados que tinham a chance de virar o país na direção da moralidade, mas preferiram mimos baratos.

Com esse aumento de impostos, o governo planeja arrecadar 10 Bilhões de Reais.  Segundo eles, era isso ou revisar a meta e entubar 10 bilhões de prejuízo.  Será mesmo que só tinham essas duas opções?  Será que o governo cortou tudo que poderia?

Existe uma coisa no orçamento chamada emendas parlamentares individuais.  Isso só existe porque os deputados que fazem as leis e são especialistas em fazê-las em causa própria.  E também porque não há nada que um parlamentar brasileiro ame mais do que dinheiro.

Na teoria funciona assim:  O eleitor brasileiro médio não faz ideia do que faz um deputado. O Tiririca já está lá há sete anos e ainda não contou pra gente.  Então eleitor brasileiro só acha político bom se ele fizer obra.  Principalmente escolas e hospitais.  As emendas servem para isso.  Daí toma de escola sem professores, sem carteiras e sem livros, hospitais sem médicos e aparelhos encaixotados… mas o deputado bota no seu currículo que fez escolas e hospitais.  O povão acha que ele é bom e vota nele.

Só que esse tipo de coisa não deveria ser responsabilidade de parlamentar.  Emendas individuais geralmente é dinheiro jogado fora e não raro não passam de uma forma de o parlamentar embolsar o dinheiro.  Que tal os deputados discutirem melhor o orçamento da União ao invés de só pegaram cheques em branco de milhões de reais para fazerem o que quiserem?

Quer se irritar mais um pouco?  Imagina que você seja um torcedor do Vasco da Gama.  Você, como um torcedor do Vasco, contribui com o clube.  Vira sócio do clube, paga mensalidade, ou vira sócio torcedor, vai aos jogos, compra produtos oficiais, tudo isso sabendo que assim contribui para o clube com o qual você se identifica.  Aí chega alguém e diz que você tem que contribuir também para o Flamengo.

“Ora pois, porque devo contribuir para um clube que eu não gosto?” pergunta você. Porque te mandam.  E se você não tem time?  Contribua assim mesmo para os clubes!  E se eu dissesse que no Brasil funciona assim?

Em 2017, R$ 817 milhões são tirados dos seus impostos para sustentar não clubes de futebol mas algo bem mais corrupto:  Partidos políticos.  Seja você coxinha ou petralha, ou apolítico, você sustentou partidos.  Lembra da marcha do MST?  Quem pagou a mortadela?  Você. Sabe aquele pessoal especial mas muito amado do MBL que critica a mortadela do MST mas que também teve lanche pago por partido?  Então, você pagou isso também.

Minha opinião é que partido político que se vire para se sustentar.  Os filiados pagam mensalidade, quanto maior o cargo do filiado maior a mensalidade. O partido que venda material, faça vaquinhas.  Se teve quem pagasse para tirar o Zé Dirceu da cadeia, imagino que dar dinheiro ao partido de sua escolha não seria problemático.  Se o fundo partidário não existisse já poderíamos ter uma boa economia.

Dá para cortar mais coisas?  Claro que dá. Só para parlamentares:  Verba de gabinete, passagens aéreas, auxílio moradia, auxílio vestuário… O executivo, embora a palavra aparelhamento tenha caído em desuso, bem que poderia acabar com essa prática, mais viva do que nunca e cortar cargos comissionados de coçadores de saco.

O governo argumenta que 51% das despesas da União são gastas no sistema previdenciário e por isso ele precisa de uma reforma.  Concordo com o governo.  Mas o sistema que precisa de uma reforma é o da previdência de servidores, sobretudo do legislativo e judiciário.  Não é certo um juiz ou deputado ou senador se aposentar com salário integral sendo que os demais brasileiros não tem esse direito.

Mas, sabe como é, o governo é o empregado do patrão mais bobo do mundo, o povo brasileiro, e sempre que ele pedir aumento, esse patrão dará, mesmo sendo o funcionário mais incompetente do mundo.

 

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A vez em que eu fui diretor de uma empresa

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Naquelas perguntas de entrevistas de emprego sempre tem aquela se você já liderou pessoas.  Diante dessa pergunta eu saio com esse caso:

Em meu emprego anterior, após a festa de fim de ano da empresa, o dono dela, que estava saindo de férias para os EUA e passaria todo o mês de janeiro fora me disse a seguinte frase:

– Cuida da baiuca pra mim.

Ao fim das férias coletivas em começo de janeiro, as pessoas voltaram para trabalhar e, sem chefes, ficaram meio que sem saber o que fazer.  Adotei essa postura:

Improvise

E logo tudo quanto era dúvida que surgia, acabava parando na minha mão.

O naipe da equipe era ótimo.  Tínhamos desde o pessoal da montagem, dos quais eu era o chefe na operação normal, mas tinha o pessoal do administrativo, da pesquisa e desenvolvimento, dos projetos…  Pessoas que segundo o outro chefe que não me mandou cuidar da baiuca mas que também estava fora, não deveria nem dar bom dia.

Mas essas pessoas não sabiam bem o que fazer, resultado de uma política extremamente centralizada.  Como ficavam um olhando para o outro, resolvi eu dar solução para as coisas.

O que basicamente eu fazia era entender o problema, ver que tipo de solução eles tinham, pedir prós e contras, e decidir em conjunto com eles.  Seria complicado dizer para uma doutora o que ela deveria fazer numa coisa em que ela tinha doutorado.

Durante duas semanas levei a situação dessa forma e a empresa andou.  Nada parou, tudo andava conforme o planejado, as pessoas trabalhavam, eu consegui até fazer com que o empregado que tinha dupla personalidade ficasse na pessoa que trabalha.

Voltou o outro chefe (o que não queria nem que eu desse bom dia aos colegas).  Ele passou setor por setor querendo saber o que as pessoas fizeram e deixaram de fazer.  Em cada setor ele encontrava meu “dedo”

Sendo você o dono da empresa, o que você faria?  Eu não sei, mas sei o que ele fez.  Me chamou da sala dele e disse:

– Você tá importante aqui hein?  Todo lugar que eu vou vejo que estão fazendo coisas que você mandou.

Expliquei dizendo que alguém precisava tomar as decisões e que as minhas poderiam até não ser as melhores mas que eu prefiro tomar alguma decisão mesmo que errada do que não tomar nenhuma.

Minha teoria sobre esse cara é que ele era inseguro.  Talvez ele tivesse se sentido ameaçado vendo que alguém poderia fazer o que ele fazia.  O fato é que ele me deu uma bronca daquelas.  Ouvi tudo calado.  Depois dele falar tudo e me perguntar alguma coisa, disse a ele:

– Os próximos funcionários que você contratar, não peça proatividade a eles.  Essa é a característica menos valorizada e mais reprimida por aqui.

Ele disse mais um monte querendo explicar o conceito dele de proatividade.  Claro que em mim entrou por um ouvido e saiu por outro e eu nem fui demitido pela minha respostinha.

O trabalho lá era sim bizarro nessa parte.  Ele era um chefe que não sabia ser chefe.  Em outra ocasião ele me deu uma bronca quando eu propus trabalhar mais (e sem aumento de salário).  Foi uma pena, mas as notícias que tinha era de que a empresa ia bem mal e o barco estava fazendo água por causa dele.

O outro, que me mandou cuidar da baiuca me agradeceu por ter feito esse trabalho.  Anos depois se aposentou e hoje deve viver em seu sítio em Petrópolis curtindo sua aposentadoria de professor.  Espero sinceramente que ele esteja bem.

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Bauernfest: Dá pra fazer certo sim

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Quem já viu séries ou filmes americanos que se passam na Nova York dos anos 80 vê um lugar dominado por guetos de gangues.  Andar nas ruas significava se expor a toda sorte de bandidos e violência.

Tudo mudou quando Rudolph Giuliani assumiu a prefeitura da cidade.  Sua ideia para resolver a questão da segurança pública na cidade era simples:  Tolerância zero.  Giuliani acreditava que nenhum delito, por menor que fosse, poderia ser tolerado.  Coibindo os pequenos delitos, os grandes ficariam mais expostos e mais difíceis de serem cometidos.

Não é difícil de entender:  É muito mais fácil você ser roubado no cruzamento da Presidente Vargas no meio daquele monte de camelôs vendendo todo tipo de tranqueira de procedências mais duvidosas do que no Boulervard Olímpico em sua avenida limpa, ordenada e livre de camelôs (por enquanto).

Funcionou em Nova York.  Os índices de criminalidade não foram a zero, mas estão em níveis bastante aceitáveis.  Eu saí da Avenida 36 andando até a Penn Station as três da manhã para pegar um trem para Washington.  Uma caminhada de 15 minutos.  Não vi polícia, mas também não me senti inseguro em momento algum.  Em outra ocasião, voltando do jogo dos Yankees desci duas estações antes da minha apenas para descer na Grand Central e conhecer aquela magnífica estação.  Nessa caminhada pude vir tirando fotos das ruas como essa aqui:

Bombeiro

Homenagem aos bombeiros que trabalharam no 11 de Setembro.

No Brasil nós vamos ao contrário dessa ideia.  Basta ver a gritaria quando o governo ou a prefeitura de São Paulo tentam acabar com a cracolândia.  No Rio as pessoas não conseguem ver o cara que vende mercadoria roubada no trem como parte da organização criminosa que tem mutilado a cidade com roubos de carga.

Por isso quando vemos coisa boa acontecendo precisamos elogiar.  Petrópolis fez algo muito bacana:  A maior festa da cidade, a Bauernfest terminou sem ter registrado uma única ocorrência.

Pelo que pude testemunhar, ao menos durante a festa aplicaram um pouco das ideias de Giuliani.  Eu pude estacionar o carro sem problemas, nenhum flanelinha me perturbou, havia guardas por toda a área coibindo o estacionamento irregular, o que garantia a fluidez do trânsito.  Nas cercanias das áreas de festa, as pessoas andavam tranquilamente sem a presença de ambulantes e nem de pessoas suspeitas.

Com os pequenos delitos coibidos, tornou-se complicado praticar os grandes.  Um traficante que se disfarça de ambulante ou de flanelinha ficou sem ter como agir dessa forma.  O mesmo para ladrões.  Claro que deve ter ocorrido um ou outro furto em que a vítima não fez o registro.  Bem como é ser inocente demais pensar que não houve tráfico de drogas. Mas tudo isso ficou sob controle, de forma que não ameaçava a segurança das pessoas.

“Ain, mas era uma festa elitista, tudo caro”.  Não era não.  Os preços estavam razoáveis, mas se você não quisesse gastar nada poderia.  Não se cobrava ingresso para entrar nos locais da festa.  E ninguém chiava se você levasse sua cerveja e comida de casa.

Com tudo sob controle, a ordem mantida, as pessoas puderam se divertir.  Os locais estavam cheios, exigia um pouquinho de paciência para andar, mas com níveis de estresse baixos, as pessoas mantinham a cortesia e no final todo mundo se divertiu.

A nossa bandeira já traz a receita para darmos certo como país:  Sem ordem não há progresso.  Mas mesmo olhando para ela todos os dias insistimos em fazer o contrário.  Aqui em Petrópolis, pelo menos por dez dias, conseguimos fazer funcionar.

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Antes de pegar seu forcado virtual, é melhor ver a história toda

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Eu sei, linchamento virtual é muito bom.  Basta uma notícia e já se forma uma turba com tochas e forcados prontas a liquidar o sujeito.  Seja o ladrão que ganhou uma tatuagem na testa ou os caras que tatuaram o ladrão, ou o político do PT ou o político que não é do PT…  sempre queremos linchar alguém.  Mas na maioria dos casos, o melhor é esperar para saber da história toda.

No dia 25 último foi noticiado que um sujeito passou por cima de um grupo de skatistas. Assistindo ao vídeo vê-se o cara com sua “poderosa” SUV atropelando dezenas de skatistas que estavam pacificamente andando na rua em comemoração ao dia do skate em uma avenida que estava interditada ao tráfego.

Bem, claro que todo mundo caiu de pau no sujeito do carro.  Até eu entrei nessa:

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Mas claro, tínhamos então apenas um lado da história.  Faltava o lado do motorista.  Eu esperava um filhinho de papai qualquer, mas o perfil dele era bem diferente.

Ele não estava só tentando se livrar com uma boa história e um advogado.  Tem vídeo do carro dele sendo atacado.  A sequência de eventos bate.  A própria organização do evento de skatistas disse que outras pessoas organizaram um outro evento antes deles e sem comunicar a prefeitura que acabou por não interditar a avenida antes do horário.

O cidadão com seu carro não tinha como saber, entrou na rua e acabou acertando um skatista.  Ao parar para ajudar, foi cercado e ameaçado de ser linchado e tendo seu carro destruído.

Pior:  ele não estava sozinho no carro.  A mãe dele, de cerca de 80 anos, estava no carro.  Sinceramente?  No lugar desse cara, com minha mãe no carro, diante de um monte de gente tentando me linchar, eu faria o mesmo.  Não foi a atitude mais correta, mas situações desesperadas requerem medidas desesperadas.

O que aprendemos?  Cuidado com os julgamentos precipitados.  Sempre procurem saber os dois lados da história.  Se tiver dúvida sobre se juntar a turba enfurecida, uma boa dica é:  Não se junte.

Quer achar um culpado para os skatistas atropelados?  Procure quem organizou o evento skatista pirata sem comunicar a prefeitura.  A mensagem do skate pode ser transgressora, anarquista e tal, mas não pode contra uma pessoa acuada com sua família e um carro.

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Minha birra com o Facebook

Namorados2

As parcas almas que leem minhas linhas sabem que eu não morro de amores pela rede de Mark Zuckerberg.  Zuckerberg é o menor dos meus problemas na rede social, acho mesmo que ele é um gênio, fez uma rede para ficar zilionário e conseguiu ficar zilionário.  O que as pessoas fazem na rede social é que me irrita.

O Facebook na minha opinião pode mudar de nome para Fakebook.  Veja, naquela rede ou as pessoas estão muito felizes ou muito tristes.  Nunca há um meio termo, que é o que corresponde a 99% da população mundial.  Essa rede é um local em que se você der mole, você coloca toda a sua vida ali, exposta, para todos verem.

Não sou desse time.  Não gosto de colocar muita coisa da minha vida lá.  E não gosto muito do que a rede faz para expor você.  No tempo do Facebook de raiz, tudo o que seus amigos postavam, seja o que fosse, ia aparecendo na sua timeline e você ia vendo fotos de cachorros, de bebês, lamentos, declarações de amor…  Umas coisas mais relevantes para você, outras menos.  Mas havia um critério.  O tempo e você ser amigo da pessoa. Ponto.

Depois mudaram para o algoritmo maluco que temos hoje.  Agora tudo o que seus amigos postam você não vê.  Na verdade você só vê o que os amigos que você interage mais na rede postam.  O que outros amigos mais distantes na rede postam você simplesmente não vê.  Esse blog por exemplo, eu sempre compartilho os posts no face.  A maioria dos meus amigos não vê o post na sua TL, o resto nem clica.  Pior:  Este blog tem uma Fã-Page (Curta.  Por favor, um likezinho não mata ninguém).  Ela tem hoje 72 curtidas.  Isso significa que 72 pessoas querem, ou ao menos queriam, saber das atividades desse blog.  Elas não sabem.  Nem todas.

A razão pelo Facebook fazer isso é dinheiro.  Se eu quiser que meu post chegue a mais gente eu tenho que pagar.  Agora mesmo Zuckerberg me ofereceu um anúncio por 17 Reais para ampliar meu alcance.  Quanto mais grana eu der para eles, maior meu alcance.  O Facebook colocou em seu algoritmo esse recurso de não dar alcance a esse tipo de postagem, mas há dois tipos de postagem que o algoritmo mostra para todo mundo.  A primeira é essa, pagando.  Money talks, bitches.

A segunda e a que me irrita mais é que o Facebook prefere posts pessoais a outras coisas.  Se você posta dando sua opinião sobre Donald Trump retroceder nas relações EUA x Cuba, seja a favor disso ou contra, ou ainda o cara que questiona ou apoia a decisão de Crivella de não subsidiar o carnaval do Rio de Janeiro, o seu alcance no Facebook se resumirá a aqueles seus amigos que você sempre interage na rede.  Isso vale também para aqueles serviços ou coisas que você quer vender usando a rede.

Mas vá você e faça algo mais pessoal como mudar o status de relacionamento.  Isso será destaque até na Timeline de Sig Hansen há 230 milhas de Dutch Harbor.  Não sei porque um fato de sua vida pessoal tem que ter mais importância para uma rede social do que suas opiniões ou sobre o trabalho que está fazendo.

Não é o Facebook.  Ele dá às pessoas aquilo que elas querem.  As telas de nossos computadores, tablets e celulares são as novas janelas onde as vizinhas fofoqueiras se debruçavam o dia todo vendo a vida passar na rua apenas para contar para outras pessoas o que umas pessoas estavam fazendo.  A minha vizinha fofoqueira não dava a mínima quando eu passava na rua falando de eletrônica com o William, mas logo ia contar para alguém se me visse passando na rua de mãos dadas com uma menina.  Na rede nos comportamos exatamente assim.

Pegue uma postagem no Facebook relativa a este blog.  Em média tenho zero comentários, zero ruído.  Mas se eu postar uma alteração de status de relacionamento chovem comentários e reações.  Não gosto disso.  Minha vida pessoal não existe para likes, compartilhamentos e “lindoooos”.

Por isso não gosto de fazer esse tipo de postagem.  Me incomoda pessoas se metendo na minha vida desse jeito.  Mas beleza, cada um é cada um, o seu perfil é seu e você posta, curte, comenta o que quiser.

Justamente pelo fato de eu não postar muita coisa sobre minha vida pessoal, se você não juntou as peças ou não está tão próximo de mim, eu tenho uma namorada, ela está no Facebook e no Twitter e interagimos bastante por lá.

Não se trata de manter uma relação escondida, se trata do fato de eu ser tímido até em redes sociais.  Estamos juntos há um bom tempo e muito pouco falei dela nas redes.  Isso é uma falha minha, sou meio burro de não compartilhar as coisas boas que acontecem comigo.  Na verdade eu sou um completo idiota com relacionamentos.  Mas sempre há momentos para mudarmos nossas atitudes.

Portanto, se você não a conhece, basta ver o nosso Facebook.  Não vou fazer perfil de casal nem isso (Fonte Não Salvo):

Namorados

Mas como ela é uma pessoa que me faz me sentir muito bem, acho que ela pode fazer o mesmo por vocês também, meus parcos leitores.  Você pode conhece-la aqui ou ainda vendo as fotos do post do Face.  Aproveite, mas tire seu cavalinho da chuva.

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