Never Go Full Retard

Full Retard

Hoje fiquei irritado. Redes sociais são para nos divertir, mas as pessoas insistem em querer nos fazer passar raiva.  Geralmente é com o Facebook, não sei porque ainda insisto nessa rede.  Mas enfim, eu tenho um talento nato para dar murro em ponta de faca.

Estava dando uma olhada pelo Facebook, sempre mais do mesmo, você tem que garimpar algo legal.  Tem sempre o idiota que ainda acha que só o PT é corrupto, tem os outros que postam coisas sem sentido, tem que posta imagem do Chapolim com uma piada kibada do Twitter… Enfim, até aí beleza, você posta o que você quiser.

Mas eis que entre esse monte de postagem uma me irritou.  Começava com “Compartilhem até chegar nas autoridades” o vídeo, que começava a rodar automaticamente, mostrava alguém tentando estrangular um bebê.  Só vi uns cinco segundos desse vídeo.  Agora já não.  Foram além da linha da idiotice.  Não sei nem quem postou, só sei que denunciei ao Facebook

Quando as pessoas do meu Facebook cruzam uma linha que as colocam em modo Full Retard (Never go Full Retard), eu simplesmente dou unfollow.  É indolor e a pessoa não vai saber.  Acho até que é educado, eu não desfiz a amizade, e não quis discutir (vá por mim, não vale a pena).  Mas nesse caso passou dos limites do razoável.

Compartilhar um vídeo de violência contra crianças é Full Retard?  É. Mas vai além, é passar atestado de idiota enfiador de sorvete na testa.  Acha mesmo que um compartilhamento em massa de uma coisa dessas servirá para alguma coisa?  O vídeo mostra um crime?  Quer que as autoridades saibam?  Informe você mesmo.  Não compartilhe.

O compartilhar é um treco que é praticamente só usado para o mal.  Compartilhando essa coisa você só está fazendo aquilo que o autor quer:  Ter fama.  Você está promovendo uma pessoa ou página que age em total má-fé.  Uma coisa é promover um Chapolin sincero que só viola direitos autorais de um personagem e copia piadas do Twitter, outra é promover um cara que posta vídeos de violência.

A tarde veio outro vídeo desses, agora de violência contra um garoto de uns 12 anos.  Na descrição, todo aquele texto alarmista, compartilhem para determos esse criminoso, blá blá blá, e por fim…  Curta página tal.  Pombas!  O cara tá usando de um vídeo de agressão para ganhar likes!

Se você compartilha isso achando que está ajudando, sinto, não está.  Pelo menos não ao lado do bem.  Você pode estar compartilhando uma farsa.  Lembram disso? Compartilhar crimes e supostos criminosos não é a maneira certa.  Quer ajudar?  Denuncie as autoridades ou ao próprio Facebook.  Compartilhar sem verificar, faz de você um idiota útil.

De minha parte, já deu no saco.  Se o algoritmo do Facebook acha que suas postagens são interessantes para mim e você compartilhar violência contra crianças ou animais, eu vou denunciar ao Facebook.  Se ele deletar sua conta, te suspender ou o escambau, a culpa é inteiramente sua pelo que você compartilhou.  Se você for para o modo full retard, mas de forma inofensiva, só deixarei de seguir.

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A ferradura quer controlar a imprensa. Spoiler: Não vai conseguir

Monopólio midiático

Em Fraudcast News dos Simpsons, Lisa passa a publicar junto com algumas crianças da escola o seu próprio jornal:  O Red Dress Press.  No jornal eles publicam notícias negativas contra o Sr Burns que, enfurecido compra toda a mídia de Springfield para lhe dar notícias favoráveis, exceto o jornal de Lisa que continua noticiando contra o milionário.

Burns tenta então comprar o Red Dress com dinheiro, pôneis, etc.  diante da negativa da menina, Burns corta a energia de Lisa para que ela não possa imprimir seu jornal.  Skinner apresenta o mimeógrafo a Lisa.  Burns parte então para uma campanha de difamação contra Lisa.  Quando a garota está prestes a desistir, percebe que todos na cidade captaram o espírito e cada um estava editando seu próprio jornal para falar o que quiser, no melhor exemplo de imprensa livre.

O Brasil ficou assustando quando Lula disse que regularia a imprensa.  Isso é bem coisa de comunista você vai dizer.  Tem razão.  Mas agora o Temer não quer que façam memes contra ele.  Parece que a reação de políticos quando as notícias se voltam contra eles é tentar proibir que as mesmas sejam divulgadas.

Pessoalmente eu acho que imprensa é para ser contra governo seja ele qual for.  Imprensa a favor é assessoria de comunicação.  Claro, em se falando de Brasil em que cifras enormes irrigam a imprensa, a grande mídia acaba por pegar leve nesse trabalho, pois sabe que precisa da verba publicitária.  E o governo não vai pagar a quem fala mal dele o tempo todo.  Mas quem disse que essa é toda a mídia?

Antigamente era.  Os meios que você tinha para se informar eram menos numerosos, você via o Jornal Nacional, lia um O Globo, uma Veja ou Isto é e pronto.  Controlar esses meios com verba publicitária garantia um pouco de paz aos governos.  Hoje em dia não mais.

Hoje em dia vivemos como o povo de Springfield ao final do episódio.  Cada um pode fazer seu jornal.  O que é esse blog senão o meu Red Dress Press?  Claro, minha influência é ridícula, não chego a 100 acessos por dia, mas meu alcance é o mundo inteiro.  Eu posso aqui escrever o que eu quiser, criticar e elogiar quem eu quiser, e minha opinião fica livre de censura.  Se eu incomodar algum governo, será trabalhoso me tirar do ar (Prezado Temer, caso deseje tentar, favor entrar em contato para receber meus dados bancários).

Há blogs bem maiores que eu, que darão todas as notícias e opiniões.  Tem blog de comunista, tem blog de capitalista, tem blog de liberal, de militaristas, de amebas e até de bolsomitos.  Cada um com sua opinião sobre o que está acontecendo e o que deve ser feito, criticando fulano ou cicrano e elogiando outros.  Mesmo o Facebook está lá cheio de textões e fake News para você se divertir.

Hoje, eles podem tentar, sejam eles a esquerda ou a direita, mas não vão conseguir.  Podem comprar a velha mídia com verbas, mas a pequena continuará no seu direito.  E você escolhe quem lê.  A grande mídia sabe também que ao se tornar chapa branca perde credibilidade, perdendo leitores e influência e isso é a sua ruína.

É preciso mudar algo em termos de lei com a imprensa?  Eu não creio.  Eu posso acusar alguém nesse blog, mas é melhor que eu tenha provas do que eu estiver acusando pois a pessoa terá o direito de se defender e me processar por calúnia.  Imprensa e internet não são terra sem lei, mas a lei deve proteger o direito de opinião de cada indivíduo mas resguardando a honra dos demais, dando a elas o direito a defesa e reparação caso as mesmas tenham sido caluniadas.  Nesses termos, acho que estamos ok de leis no Brasil.  Não precisa mexer.

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Os dois minutos de ódio

Ingsoc

Quando li 1984 uma coisa que me chamou muito a atenção foram os tais dois minutos de ódio.  Todo dia os ingleses tinham que se reunir em cinemas onde eram projetados filmetes incitando a população ao ódio.  Algo como isso aqui, do filme 1984:

As imagens variavam, desde o inimigo da vez, Eurásia ou Lestásia a preferida do Grande Irmão, o traidor do partido Emmanuel Goldstein.  Todos eram obrigados a participar dessa seção diária de ódio, mas o mais impressionante era que após 30 segundos de ódio você não estava mais lá por obrigação, mas o ódio presente lhe fazia querer ficar.  As pessoas se exaltavam, gritavam, ficavam com desejo de vingança, de matar.  Após essa incitação, vinham imagens patrióticas e do Grande Irmão.  E você saía dos dois minutos de ódio com desejo de matar os inimigos e traidores da Oceania.

Já vinha pensando nisso há algum tempo ao ver o extremismo que as pessoas tem quando se fala em algo como política ou futebol, mas no mesmo dia me deparei com duas coisas.  A primeira, esse Twit da Chef Paola Carosella:

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Tudo o que a cozinheira argentina fez foi postar a lei que dá o direito de greve ao cidadão.  A resposta?

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Repare na agressividade do sujeito.  Respondendo a uma transcrição de um artigo de uma lei.  Claro, é só um valentão de teclado, sujeitos desse tipo normalmente falam fino até diante de um poodle toy, mas precisa disso tudo?  Se você não concordasse com a greve geral, há argumentos bastante razoáveis para se usar.  O próprio @ceticismo usou da mesma lei em outros artigos para mostrar que a greve poderia sim ser ilegal.  Sem ofender ninguém, apenas com argumentos.

Claro, o cara chamar uma mulher de vagabunda só porque não concorda com ela e não tem argumentos para rebater é normal (não deveria, mas é).  Mas mostra como as pessoas vivem na ignorância e concordam ou discordam de coisas sem sequer saber, apenas seguindo outras pessoas.

Outro exemplo:  Esse comentário num post no Blog do Flavio Gomes:

Escort

O post só falava do Escort XR3.  Um cara disse que não achava o carro lá grandes coisas.  Opinião dele.  O tal Carlos chegou de voadora no peito apenas porque o pai do Stan não acha o XR3 um Escort muito melhor que os Escorts normais.

De onde veio isso?  Por que as pessoas estão tão agressivas na internet?  Um motivo é óbvio:  Muita gente ainda acha que a internet é terra de ninguém e tudo o que se faz lá fica impune.  Xingar pessoas na internet parece ser tranquilo porque ainda não inventaram uma forma de um soco sair da tela e atingir em cheio o nariz dessas pessoas.

A outra tem a ver com o 1984.  Não somos obrigados a ir ao cinema assistir a dois minutos de doutrinação violenta, mas parece que queremos isso.  Quantas pessoas seguem o Lula no Twitter apenas para ficar com raiva do que ele posta ali?  E quantas pessoas de esquerda seguem o Roger do Ultraje, o  Danilo Gentili ou sei lá mais quem apenas pelo mesmo motivo?

Nós procuramos os nossos dois minutos de ódio.  Queremos ter raiva, queremos ter o desejo de matar, de vingança.  Isso nos torna pessoas piores.  Se você odeia (insira aqui seu político preferido de odiar), as possibilidades de que você faça algo que realmente afete essa pessoa são mínimas.  O que acaba acontecendo?  Você faz com outras pessoas que não tem nada a ver com isso.  E é daí que surge o trânsito selvagem, pessoas agressivas e antipáticas, e muito do que vemos de ruim por aqui.

Todo mundo tem o direito de odiar.  Seja quem for.  Mas quando você faz disso a motivação da sua vida, coisas boas provavelmente não irão acontecer.  Haja visto a situação em que estamos vivendo hoje, se estivéssemos na Nova York dos Caça Fantasmas, Vigo já teria dominado a Terra.

Já que estamos nos anos 80, seria melhor se tentássemos um pouco da filosofia de Bill e Ted:  “Be excellent to each others and… Party on Dudes!”

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Agora eu também sou legislador

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A Casa Branca tem uma regra que, se uma petição tiver mais de 10.000 assinaturas eles responderão à petição.  Ninguém nunca disse quais seriam os temas que a Casa Branca responderia.  Pois bem, em 2012 um bando de fãs de Star Wars peticionou à Casa Branca para que eles iniciassem a construção de uma Estrela da Morte.

A petição teve mais de 30.000 assinaturas.  A Casa Branca foi obrigada por suas próprias regras a responder e como o presidente era o Obama o orçamento iria estourar eles explicaram que não poderiam construí-la agora.  Isso por si só já deve ter deixado os fãs de Star Wars eufóricos, apenas por fazer a Casa Branca pensar por alguns minutos em Star Wars.

Não ficou só nos EUA.  Um dia, para mostrar como petições online são inúteis o Cardoso criou uma pedindo para a Dilma realizar estudos para a construção de uma Estrela da Morte.  Assim como todas as outras petições online não deu em nada.  Tanto que nem consigo achar essa petição para linkar aqui.

Pois bem, semana passada tinha um pessoal na internet se divertindo com um serviço do Senado chamado e-cidadania.  Funciona parecido com o da Casa Branca.  Você manda para eles sua ideia legislativa, a sua ideia passa por um filtro e, se não for ofensiva ou inconstitucional, ela é publicada nesse portal.  Se 20.000 pessoas apoiarem sua ideia, o Senado vai discutir a ideia de elaborar a sua lei.

Claro que quis testar o filtro.  Inspirado nos fãs de Star Wars resolvi pedir ao Senado que construísse uma Estrela da Morte.  Bem, eu acho melhor termos uma arma que destrói planetas do que políticos endinheirados.

Eis que minha sugestão legislativa foi…  Aprovada!  Está lá no e-cidadania esperando pelo seu apoio.  Se 20.000 pessoas me apoiarem lá no site, os senadores terão que discutir a ideia de construir uma Estrela da Morte.  Vou conseguir?  Duvido.  20.000 acessos são basicamente o movimento desse blog em um ano.  Tenho quatro meses pra isso.  Conto com vocês.

Como eu nunca pedi nada, aqui está meu pedido.  Votem na minha lei!  Me ajudem a conquistar o mundo!  É rapidinho, só entrar aqui:

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Trump atacou a Síria. E agora?

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Guerra também tem que ter propaganda

Agora beba iogurte. Dan’up!  Não há nada que possamos fazer.  Mas quer saber?  Pessoalmente acho que ele está certo.

Ontem (06/04), a capa do Jornal O Globo trazia um sírio carregando uma criança morta.  Se você abrisse o jornal na matéria veria ali um outro pai sírio carregando no colo seus filhos gêmeos de 9 meses.  Ambos mortos.  Na foto não parecia que as crianças estavam mortas.  Bashar Al Assad jogou gás Sarin em crianças!  E não foi a primeira vez que ele fez isso.  Se eu sou o presidente dos EUA, ao ver aquelas imagens, teria dado a mesma ordem.

Curiosamente é a primeira vez em seu mandato que Trump vai contra o que disse na campanha.  O discurso de campanha, e que agrada boa parte dos americanos era o de “America First”.  Deixe o mundo resolver seus problemas e nós ficamos com os nossos.  O papel de polícia do mundo incomoda a muitos americanos porque são seus impostos que são gastos nisso.  São seus filhos que morrem nesse papel.

Vai resolver o problema?

Claro que não.  70 Tomahawks não vão acabar com a guerra e nem incapacitar todas as forças sírias a ponto de obriga-las a se render.  Na verdade o que Trump está fazendo é cumprindo as ameaças que o Obama fez durante toda essa crise.  Obama disse que atacaria a Síria caso o governo usasse armas químicas.  Eles usaram e Obama não atacou.  Trump resolveu cumprir a ameaça.

Faltou combinar com os russos

Faltou mesmo.  Trump apenas comunicou que iria atacar. O presidente russo deve estar bem Putin com isso, ele vai reclamar, vai protestar e o escambau.  Mas ele não vai ser burro de entrar em uma guerra contra os EUA (isso seria a terceira guerra mundial).  Mas isso não impede de testar suas capacidades bélicas contra as americanas (e vice versa) num cenário de quase guerra.  O que deve acontecer direto são escaramuças entre caças e navios mas sem disparos.  Como bem lembrou o @cardoso na guerra fria os navios russos abalroavam os destroieres americanos:

Além disso, de acordo com a 34 regra de aquisição Ferengi, guerra é boa para os negócios.  Assad precisando de mais aviões, tanques e armas, o shopping dele fica em Moscou.

Por que os EUA não denunciaram à ONU?

Um vizinho abre uma casa de festas na casa dele.  Você passa a ter um baile funk todo dia do lado da sua casa.  Você denuncia que ele abriu um estabelecimento onde não poderia para a prefeitura.  Quanto tempo irá demorar até a prefeitura ir lá?  E que garantias você tem que ela vai conseguir fechar a casa de festas?

A ONU é isso.  Supondo que os Americanos seguissem esse caminho, o conselho de segurança se reuniria e faria duas coisas:   A primeira:  Mandar uma carta muito ríspida para o Assad dizendo ai ai ai isso não se faz.  A segunda votar uma resolução impondo sanções à Síria pelo ataque e prevendo maiores sanções se eles fizessem novos ataques químicos.  Se os russos não vetassem, o que seria difícil, ainda assim, quem obedece resolução da ONU hoje?  Só Israel desobedece trocentas todos os dias.  Ou seja, provavelmente a ONU seria ineficaz.

Trump não teve paciência.  E ainda mandou uma indireta pro gordinho da Melhor Coreia que agora o buraco é mais embaixo.

Por que não tentam dialogar com o governo e com os rebeldes?

Boa sorte.  Tem tantos grupos rebeldes lá que a Síria é hoje um samba do afrodescendente doido.  Uns são aliados de outros e inimigos de uns.  O treco é tão confuso que nem vale aquela máxima de “o inimigo do meu inimigo é meu amigo”.  Mas se você quiser tentar, boa sorte juntando esse povo todo. Melhor reservar a sala de convenções do Mercure Damasco.

O que podemos fazer?

Regra de aquisição ferengi #34:  Guerras são boas para os negócios.  Isso vai gerar algumas oscilações no mercado de capitais.  Se você souber surfar nisso, dá pra faturar uma graninha.  Atenção ao Petróleo e as indústrias que lidam com material de defesa.

E o Brasil?

No momento o Brasil não é membro do Conselho de Segurança da ONU.  Pela América do Sul está a Bolívia e o Uruguai. Ou seja, ninguém.  O Temer vai fazer o que ele é bom: nada.  Há muito tempo o Brasil não é reconhecido pela política externa.

O mais perto que estamos desse conflito é termos vaga para a Copa 2018 na Rússia e liderar uma missão da ONU no Líbano que é ali do lado.  Estão lá no momento duas fragatas, a União e a Liberal, essas belezinhas aqui:

fragata

Fragatas Classe Niterói:  União (F45) e Liberal (F43). Foto Defesanet

Estão em troca de turno, a União volta e a Liberal fica no lugar dela.  Eles devem ter tomado um susto se os radares deles captaram algo.

Vai ter ataque nuclear?

Duvido muito.  A teoria da destruição mútua assegurada diz que você tem ser muito doido pra fazer isso.  Mas só pra garantir já encomendei no Ali Express meu abrigo antibomba.  Está em Curitiba.  Espero que chegue antes dos mísseis:

Shelter

Fontes:

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A lista da Frota

Q

Há muito tempo atrás, em uma galáxia muito, muito distante eu tomei conhecimento de que existia uma série chamada Jornada nas Estrelas.  Foi na Rede Manchete, eles tinham um programa as 18 horas, chamava-se “Sessão Espacial”.  Lembro da programação até hoje:  Segundas, quartas e sextas passava Jornada nas Estrelas.  As terças víamos Battlestar Galactica, as quintas tínhamos Buck Rogers e aos sábados Jornada nas Estrelas, a Nova Geração.  Assistia a todas essas séries com meu pai.  Com só uma TV na casa, a novela das seis já era para minha mãe e minha irmã.

Para quem sempre gostou de aviões, carros, máquinas, etc, naves estelares seriam apenas mais uma continuação desse gosto.  Com o tempo, esse programa acabou e a novela das seis voltou a dominar a TV.

Algum tempo depois a Bandeirantes volta a passar a Série Clássica.  Eu estudava a tarde e os episódios passavam pela manhã, portanto acabei voltando a assistir.  As aventuras de Kirk, Spock e McCoy voltavam a fazer parte da minha vida (mas meu personagem preferido era o Sr. Scotty).

Veio o tempo da internet, pude comprar um computador, um poderoso modem Motorolla de 56 kbps e nas madrugadas do pulso único acabei por encontrar o que todo nerd sempre encontrava em profusão na rede:  Pr0n Material sobre Jornada nas Estrelas.  Eu conhecia apenas a série clássica e a primeira temporada da Nova Geração, só então fiquei sabendo que existiam também DS9 e Voyager.  Mas ver essas séries era um problema, visto que eu não tinha os canais que passavam.

Era perto do ano 2000 quando encontrei um site sobre Star Trek chamado Frota Estelar Brasil.  Parecia promissor, era de uma galera de São Paulo que organizava convenções de Star Trek, pareciam ser bons nisso.  Ia gente do Brasil inteiro nessas convenções.  E aí no site deles eles tinham um serviço de e-mail que lhe garantia ao menos um e-mail por semana com notícias e novidades sobre eles e sobre Star Trek em geral.  “legal” pensei. “Uma maneira de me manter ligado no que rola sobre essa série”.  Cadastrei meu e-mail de besteira (fiord@oi.com.br) E me inscrevi.

No dia seguinte, quando abri o outlook ele mostra que estava baixando a mensagem 1 de 356 achei que algo estava errado.  Essas 356 mensagens tinham uma palavra em comum no subject:  [frotaestelarbrasil].  Eu tinha entrado na famigerada lista da frota.  Não era um e-mail por semana sobre Star Trek.  Eram em média 300 e-mails diários de  um imenso bate-papo entre fãs da série sobre tudo o que se pode imaginar.

“Onde fui parar” pensei.  Mandei um e-mail para a lista perguntando onde eu estava, como se usa aquilo e de onde saiu tanta gente.  As respostas foram das mais variadas.  Um respondeu sério, outro disse que para usar eu poderia fumar, cheirar ou injetar, mas recomendava no caso de injetar que eu usasse minha própria seringa.  Pronto, a lista me ganhou.

Aparecia de tudo ali.  A lista, segundo diziam tinha 430 assinantes.  Coincide com a tripulação da Enterprise original, mas dessa turma toda, cerca de 20 pessoas faziam todo o barulho.

Tinha um cara que era corintiano doente, tanto que o provedor dele era do Corinthians (os corintianos na web).  Esse assinava Soçarba, que achei ser o nick dele por muito tempo, até ler de trás pra frente.  Tinha outro cara que era jipeiro e de vez enquanto errava as listas e mandava para a lista da frota coisas que eram para a lista de jipeiros ([jipenet], minha memória está afiada).  Aí começavam as pessoas a responder e de repente estava todo mundo falando de jipe numa lista de Star Trek.

A lista tinha seus mitos:  Tinha a Anna Luisa (ou Luzia, não lembro) que trabalhava para a VTI e era a tradutora dos episódios de Star Trek.  As vezes ela pedia ajuda em referências da série para sua tradução.  Quando entrei na lista, as pessoas estavam discutindo sobre a palavra pernóstico, e pediam a ela que fizesse o Data falar pernóstico em algum episódio.  Tinha a Pukkha, uma arqueóloga que apresentava como doutorado uma tese sobre o uso de vidro pelos romanos.  Passei horas conversando com ela sobre isso no ICQ.

Tinha o Carlos Cardoso, ele mesmo, o @cardoso.  Já naquela lista era um monstro, pouca gente ousava discutir com ele, só os novatos, que no geral se davam mal e saíam da lista.  Tinha o Z, que era o moderador da bagaça toda e que sempre que os ânimos se exaltavam um pouco ele mandava um e-mail padrão sobre as regras.  Lá eu conheci também o Amaury, que era o sujeito que co-apresentava os episódios de Star Trek na Bandeirantes, junto com um garoto.  Ele contava lá várias curiosidades sobre a série.

A lista era bastante tranquila com off-topics.  Muitas vezes o que menos se falava era sobre Star Trek, apesar de se ter referências à série o tempo todo.  Submarinos, por exemplo, foi um assunto que dominou a lista por quase um ano.  Teve certa vez um arranca rabo sobre religião:  A lista tinha de tudo, ateus, judeus, católicos, espíritas…  Cada um tentando defender seu lado, até que os ânimos se exaltaram.  O Soçarba desandou a postar piadas de religião, o Z proibiu o assunto e a vida na lista seguiu.

Apareciam uns caras que queriam saber como funcionava a propulsão de dobra e qual a diferença para o transdobra.  A primeira resposta era sempre uma piada.  A segunda era “GAL”.  As vezes alguém respondia “a sério”.

Eu era um adolescente de 16, 17 anos ali, no meio de adultos e gente da elite intelectual (fã de star Trek no geral não é burro), e por causa disso escrevi muita besteira lá.  Paguei muito mico ali.  Isso me fez ser eleito o Wesley da lista por duas vezes consecutivas.  Depois fui nomeado ours concours nessa eleição.  Eu seria o eterno Wesley da lista.

A quantidade de conhecimento e cultura trocados ali era impressionante.  Só o tempo que passamos falando de submarinos, aparecia gente com informações das Marinhas Americana, russa, brasileira…  Teve gente que achou lista de submarineiros e assinou, ficando como ouvinte nesta e passando informações para a gente.  Para se ter uma ideia, eu usava o Cadê como site de busca quando entrei na lista.  Lá, aprendi que o Altavista era melhor.  Até o dia que chegou uma garota dizendo que encontrou um site de busca muito legalzinho e fácil de usar chamado Google.

A lista era um mundinho interessante.  Reunia gente de todos os tipos, idades, locais, credos e classes em torno de algo em comum que todos gostavam:  Star Trek. Ninguém era tratado com desrespeito, as pessoas tinham bom humor e respeitavam todo mundo.  Também não tinha a geração do mimimi que se sentiria ofendida por qualquer coisa.  No fundo ela mostrava que o mundo de Star Trek é possível se as pessoas se respeitarem.

Eles faziam convenções no Anhembi com certa frequência, e quem ia adorava.  Já trouxeram atores, produtores, compositores… Tinha vontade de ir, mas tinha vergonha, não de estar no meio de um monte de malucos, muitos fantasiados de tripulantes da Enterprise, mas sim porque eu, sendo um moleque perto deles, me sentiria insignificante e completamente deslocado. No entanto, apesar da eleição para Wesley, eu era muito bem tratado na lista e pessoa ativa nela.

Em algum momento minha vida tornou-se ocupada demais para ler tanto e-mail, joguei a lista da frota em alguma pasta do Outlook até que formatei o computador e nunca mais usei o fiord@oi.com.br.  Portanto não estava lá para ver como ela acabou.

Mas quem disse que acabou.  Agora ela está no Facebook.  E melhor ainda, a Frota Estelar Brasil voltou fazendo inclusive convenção!  É agora, 8 de Abril.  Não vou poder estar lá, mas agora que sou burro velho, em uma próxima poderei ser tratado como Will Wheaton, ex-Wesley Crusher.

 

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Como burlar radares de trânsito

Radar

VAMOS ACABAR COM A INDÚSTRIA DA MULTA!  DIVULGUEM ESSE SEGREDO!

Radares são uma desgraça.  Eles atrapalham sua vida, o trânsito e estão lá apenas para financiar governos corruptos.  Nós pobres contribuintes pagamos IPVA, pagamos pedágio e ainda temos que pagar multas causadas por esses desgraçados.  Mas seu sofrimento acabou!  Aqui você vai aprender como burlar esses miseráveis e ajudar a acabar com a indústria das multas!

know your foe

O radar de trânsito comum é um dispositivo que mede a velocidade de um veículo marcando a posição dele em dois pontos e medindo o tempo que ele gasta para ir do ponto A ao ponto B.  Quanto menor o tempo, maior a velocidade.  Se a velocidade calculada pelo radar for maior que a calibrada para o limite daquele radar, ele dispara uma câmera que fotografa o veículo e a placa do mesmo.  Essas fotos vão para o órgão de trânsito onde a infração é lavrada e o motorista autuado.

Conhecendo como essas máquinas do inferno funcionam, fica fácil burlar.  Reparem, ele só tira fotos caso ele calcule que sua velocidade está acima da velocidade para o qual ele foi calibrado.  Se você passa a uma velocidade abaixo da calibrada, ele não tira foto e você não é multado.

O segredo então é manter uma velocidade inferior àquela que o radar está programado.  “Mas eu não sei que velocidade é essa!”  Descobrir essa velocidade é bem fácil.  Ao dirigir em vias com radar, você encontrará esses elementos:

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Esses elementos chamam-se placas de trânsito e esse tipo de placa está intrinsecamente ligada ao radar (aliás, olha o nosso inimigo ali no fundo).  O número na placa indica a velocidade que o radar está programado para multar.  Agora ficou fácil né?  Acima de 80, você está contribuindo para a indústria da multa.  Igual ou abaixo de 80, você burlou o sistema.  Para saber sua velocidade basta olhar no velocímetro do seu carro.

Pouca gente sabe disso e por isso que tanta gente é multada.  As autoridades não querem que você saiba disso, o governo não quer que você saiba disso.  Mas aqui estamos divulgando essa informação para que eles parem de tapear o cidadão!  Ajude a propagar essa informação compartilhando este post!

Menos gente sabe ainda que o jogo está a seu favor!  Mesmo que você passe acima da velocidade limite, o radar ainda assim pode não te multar!

O radar mede sua velocidade de forma indireta, ele a calcula.  Como trata-se de um cálculo envolvendo duas medidas, a velocidade que ele mede não é exata.  Ele comete um erro.  Pessoas a serviço do povo diferente desses políticos vendidos conseguiram fixar em lei que os radares devem dar uma margem de erro de 7km/h.  Assim, no caso desse radar aí da foto, até 87km/h você ainda não é multado.  Para velocidades acima de 100km/h a margem de erro é de 7%!

Quer mais?  Sabia que o velocímetro do seu carro também tem um erro?  E que esse erro é sempre para mais?  Geralmente de 5%?  Os fabricantes fazem isso pois não constroem velocímetros exatos.  Para evitar que flutuem ao acaso, eles fazem para mais, evitando que o motorista seja multado acidentalmente.

Assim, nesse radar de 80km/h pela folga do radar, você pode passar a 87, mas como o velocímetro marca a mais, você está na verdade a 83km/h, e passará tranquilo pelo radar!  Ajude a divulgar também que por causa disso, ao ver um radar de 60km/h você não precisa passar a 30km/h atrasando todo mundo.

Esses macetes para burlar o radar valem para todo o tipo de radar.  Fixos, móveis, na mão de guardas…  Basta seguir essas dicas e você não dará mais nem um centavo em multas por excesso de velocidade para a máfia dos políticos.

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Terceirização: Estão te fazendo de otário de novo

Steve

E a Câmara aprovou o projeto de lei que libera a terceirização de funcionários mesmo para a atividade fim da empresa.  A menos que você seja um bovino seguidor dos especiais mais muito amados do MBL, é melhor por as barbas de molho.

O mundo que eles dizem que vamos viver com a terceirização liberada é lindo:  Com menos encargos as empresas irão contratar a rodo, vai acabar o desemprego e, olha que legal, você vai ganhar a mais e todo o dinheiro que as empresas tinham que depositar em seu FGTS, contribuição para o INSS etc, passarão para a sua mão, para que você faça o que quiser com ele!  Valeu deputados!  Toca aqui!  Opa, pera.

Aqui é Brasil, não vai funcionar.  Pensem:  Eu trabalho na atividade fim da empresa.  Meu trabalho não pode ser terceirizado, a empresa é obrigada a me contratar pela CLT.  Assim eu tenho 13°, férias, vale-transporte e INSS (só não sei se esse vai servir para alguma coisa).  Eu contribuo também, meu contracheque vem cheio de descontos.

Aí a empresa acha bacana me terceirizar.  E sugere que eu me torne o famoso PJ.  Me pedem para fazer uma proposta para ser contratado como PJ.  Eu vou lá e calculo meu salário, 13°, transporte, alimentação, INSS, um a mais como FGTS, divido esse valor por 12 e apresento como proposta.  Para a empresa, o custo não aumentou, meu salário capaz até de dobrar.  Eu deveria estar torcendo para que fizessem isso logo né?

Como não há piso para PJ, eu tenho uma coisa chamada concorrência.  Outros sujeitos podem querer ocupar minha vaga e, para tal, irão fazer propostas menores.  É claro que a empresa irá pensar em contratar um cara mais barato.  E eu?  Ou entro nesse leilão maluco perdendo renda ou vou tentar a sorte, sei lá, dirigindo Uber.

Tá ruim?  Dá pra piorar.  Como o Uber não paga tão bem, identifico uma oportunidade.  Há poucos professores de matemática e física no mercado.  Mesmo eu não tendo formação de professor, eu não fiz licenciatura, mas posso arrumar uma vaguinha em colégio.

A atividade fim da escola é ensinar, eles não poderiam terceirizar os professores, mas como agora pode, me oferecem um contrato de PJ. A escola funciona de março a dezembro.  Por que me pagariam para ficar em casa de dezembro a fevereiro?  Me contratam apenas para nove meses.  Os outros três, se eu não trabalho, também não ganho.  Eu que dobre meu turno no Uber.  Férias?

Isso não pertence

“Mas o pessoal dos Call Center são terceirizados e são contratados pela CLT!”  Aí sim, essa turma é contratada por uma empresa que presta serviço a companhia.  Ao invés da Oi ficar te enchendo o saco ligando para você, ela contrata uma empresa para te encher o saco.  Essa empresa contrata funcionários e, apesar do salário merreca, eles são contratados pela CLT.

Estatais fazem isso.  A Petrobrás é campeã nesse processo.  O concursado BR acha que por já ter passado no concurso ele não precisa trabalhar.  E não precisa mesmo, ele tem estabilidade, é intocável.  Assim, precisa de alguém para fazer o trabalho.  Quem vai?  O terceirizado.  Ele não tem a estabilidade de um BR, é um pobre mortal.  Portanto, ele tem que trabalhar.

Talvez a terceirização da Petrobrás e das estatais seja a única que efetivamente gere vagas.  Porque tem a vaga do cara que deveria fazer o trabalho, o concursado, mas como ele não faz nada, gera uma outra vaga, a do terceirizado.  Isso não é bom, você paga esse salário.

Ao me rebaixar a PJ, a empresa que eu trabalho irá contratar mais uma pessoa?  Um estagiário? Um auxiliar para mim?  Uma massagista? Uma personal trainer?  Claro que não.  Se eu continuo fazendo o trabalho gerando um custo menor para a empresa por que botar mais alguém?  Eu também não faria isso.  A grana que a empresa economizou ajuda nos lucros dela.  Em compensação, sem ter que pensar nos 50% de multa rescisória, assim que baixar o serviço eles me demitem.  Se surgirem novas demandas me contratam de novo com total facilidade.

A terceirização como querem colocar vai acabar com a possibilidade de carreira de muitas pessoas, vai tirar sua estabilidade, tirar direitos e renda.  Os empregados passarão a ser subempregados.  Não é uma boa para o lado mais fraco da cadeia produtiva.  Portanto, cuidado, estão dourando a pílula para você, mas ainda é uma pílula de cianureto.

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Olho o Silas Malafaia e não vejo um Cristão, mas vejo um Fariseu.

Malafaia

Toda a minha vivência de igreja me ensinou que o significado de ser Cristão nada mais é do que ser um imitador de Cristo.  Eu sei, isso é praticamente impossível, dada a perfeição do Cristo, mas ele mesmo nos mandou fazer isso através de S. Paulo (1Co 11,1). Mas não conseguir não é razão para não tentar.

Não sou um fã do Pastor Silas Malafaia, na verdade não dou a mínima para ele, mas por ele ser uma pessoa famosa, não dá para não saber o que ele anda causando nas redes através de sua característica verborragia.

Estava eu refletindo sobre esse pastor após ter ido à Missa no domingo onde o Evangelho tratava da Samaritana no poço de Jacó (Jo 4).  Fiquei pensando em como esse pastor consegue ser tão diferente do próprio Cristo e ainda querer falar em nome Dele.

Em todo o Evangelho, há apenas um momento em que Jesus perde a paciência:  Quando ele expulsa os vendilhões do Templo.  Jesus ficara irritado porque os Fariseus e Sacerdotes estavam se aproveitando da boa fé do povo humilde para ganhar dinheiro e pior, faziam isso dentro do próprio Templo de Deus.

Nos momentos finais de sua passagem pela Terra, Jesus fora acusado de diversas coisas.  Acusaram-no de blasfêmia, de incitar a revolta contra César, de ser falso profeta entre diversas outras.  Jesus ficou quieto diante de seus acusadores e juízes, mesmo se tratando de um monte de mentiras.

Malafaia consegue ser exatamente o oposto.  Na verdade ele se parece mais com os acusadores de Jesus do que do próprio Cristo.  Quando acusado, ele reage agressivamente, acusa os outros, se irrita, grita, esperneia.  Pessoas comuns, quando acusadas, pedem provas, contestam as provas e apresentam contraprovas.  Jesus vai além:  Sequer se defende, mesmo convicto de que está sendo caluniado.  Malafaia não faz isso.  Ele prefere atacar quem o acusa.

Outro ponto interessante no pastor se refere justamente a passagem da Samaritana.  A mulher além de ser samaritana já havia tido cinco maridos mais um amante.  Essa mulher não poderia ser mais desprezada pelos judeus.  Contudo Jesus conversou com ela sempre respeitosamente e mais, converteu-a.  Seguindo pelos Evangelhos vemos que Jesus tinha predileção pelos excluídos e desprezados daquele tempo:  Cobradores de impostos, prostitutas, adúlteras, pobres…  sempre esnobando a companhia de fariseus, ricos e escribas.

Fosse à passagem de Jesus pela Terra nos dias de hoje, Ele iria preferir a companhia de pobres, gays, travestis, prostitutas do que a de pastores e seguidores hipócritas.  Porque a mensagem de salvação era para todos e os mais humildes e os excluídos são os que melhor conseguem entender isso.  Os outros, que praticam a religião, senão ficarem muito atentos tornam-se hipócritas e ciumentos quando veem que Cristo veio para os excluídos que eles também desprezam.

Vejam como Malafaia também despreza essas pessoas.  O comportamento dele é muito mais o de um fariseu do que de um Cristo.  Quem melhor entendeu essa mensagem é o Papa Francisco e curiosamente por esta razão eu o tenho visto sendo atacado cada vez mais pelas alas mais conservadoras da Igreja Católica.

Dessa forma, falando da pessoa do Pastor Silas Malafaia, não consigo ver nele um Cristão.  Vejo mais um Fariseu que, apenas trocou o judaísmo pelo cristianismo.  Mas o cristianismo que ele pratica é falso e ele parece usar do mesmo apenas para proveito pessoal e para atacar os outros.  Contudo, a grande graça do Cristianismo é que há espaço para todos e o próprio pastor Silas pode se corrigir e encontrar também o verdadeiro caminho.  Por que não?

 

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O fim da franquia de bagagem: Te fizeram de otário e você nem viu

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Em 14 de março termina a franquia de bagagem em vigor no transporte aéreo do Brasil desde, sei lá Santos Dumont.  Isso vai colocar o Brasil junto com os mercados mais modernos da aviação civil, permitir a operação de companhias low cost, baratear as passagens aéreas e tornar o transporte aéreo muito mais democrático.

Se você acreditou nisso, você está quase no nível do pessoal especial mais muito amado do MBL que acredita que se acabasse com o FGTS o dinheiro que as empresas depositam no fundo seria magicamente incorporado ao salário do trabalhador.  Não vamos rir, é feio rir de deficientes mentais.

Em países sérios, é possível que isso funcione.  Na Europa você encontra bilhetes aéreos internacionais por 10 Euros desde que não despache bagagem e tope voar para os aeroportos mais periféricos (Heathrow? Charles de Gaulle? Esquece).  Mas hellow, aqui é Brasil!  Aqui é o país onde uma loja de carros, vendo que ninguém está comprando carros devido a retração da economia AUMENTA o preço do carro para compensar a queda do faturamento.  O Brasil desafia as leis do capitalismo e não é sendo socialista ou comunista.

Existe um ditado no transporte aéreo que diz:  “o passageiro paga o custo do voo mas a carga é que faz o lucro da companhia”  Isso explica porque as companhias estavam pedindo tanto o fim da franquia de bagagem.

Agora para elas o Brasil se tornou cor de rosa:   Eles podem vender o bilhete sem bagagem, se você quiser despachar bagagem compra na hora do bilhete o adicional para bagagem.  Em teoria seria justo, afinal o cara que não despacha bagagem não vai pagar mais por algo que ele não usa.  Só que, mais uma vez, hellow, aqui é Brasil!  Se antes com a franquia você não despachando pagava algo que não usava, agora quem despacha pagará a mais por algo que ele já tinha pagado antes.  E quem não despacha continua pagando.  Como?  Já viu preço a consumidor baixar no Brasil?

As companhias aéreas não vão baixar o preço da mesma forma que o posto não abaixa o preço da gasolina quando a Petrobrás o faz na refinaria.  “É estoque antigo doutor”.  No transporte aéreo seria o “É o dólar senhor”.  E o preço nunca mais cai.  Ou seja, o que você pagava continua pagando ou até mais e se tinha mala pra despachar, paga a mais.  Favor retirar seu diploma de otário no guichê ao lado.

Para as companhias o mundo agora é cor de rosa.  Antes elas tinham que garantir 23kg de peso para cada passageiro na aeronave até o passageiro fazer o check in e despachar ou não bagagem.  Peso em avião é caro, se deixar os caras vão cobrar a mais do gordão e passagem no inverno sai mais cara que no verão.   Sabendo exatamente quanto peso os passageiros vão levar, elas tem um lindo porão de carga para vender para cargas diversas e fazer os lucros.  Ou levar mais combustível na aeronave para a volta, caso no aeroporto de destino o combustível seja mais caro que na partida.

E se você desavisado não comprou antes e te obrigaram a despachar no aeroporto, prepare-se para um estupro financeiro.  Como é uma carga imprevista, eles vão cobrar tanto quanto se você chegasse sem passagem querendo embarcar no próximo voo.

Apesar de eu ter lido opiniões de gente da área, embasadas e racionais, eu sinto discordar.  No Brasil nada é feito para o bem do consumidor final.  Os preços não vão cair e o prejudicado será, como sempre, você.  Agora favor dirigir-se ao guichê ao lado porque está travando a fila.

Diploma de otário

 

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