O manual de conduta do Fernando para as eleições

Eleição

Agora que acabou a Copa vem a parte do ano que eu mais temia:  Eleições.  De apenas mais um evento de um país democrático, as eleições no Brasil estão indo para final de campeonato estadual com rivalidades extremamente idiotas vindo a tona.

Como não estou nem de um lado nem de outro, resolvi publicar este post, o qual linkarei sempre que alguém me colocar em alguma discussão ou resolver me indicar candidatos ou achar que eu tenho que tomar parte em alguma discussão política.  Dado o nível de burrice da militância hoje em dia, acho que eu teria que desenhar, mas como não sou artista, vai por texto mesmo.

1 – Todos são corruptos:  Pra mim todos os políticos são corruptos, inclusive o seu.  Não me importa se você ache que ele foi condenado sem provas ou se ele supostamente não se alia com corruptos, eu não ligo.  Entrou na política é corrupto.

Isso significa que eu não tenho político de estimação. Nem o ex-presidente preso, nem o ex-militar que fez motim por salário, nem a diva o juiz de Curitiba, nem o empresário candidato,  nem a comunista bonitinha…  Ninguém.

2 – Sem Fake News:  Tudo o que me mandam em redes sociais eu checo.  Meu site preferido para tal é o e-farsas, mas eu procuro de diversas formas, e na maioria das vezes 5 minutos de Google dão conta.  E tanto faz que sua fake News seja para denegrir seu adversário ou exaltar seu ídolo, se você precisa mentir para sua causa, ela não é tão boa assim.

3 – Censura nunca mais:  Sou contra qualquer tipo de controle dos meios de comunicação. É curioso que tanto esquerda quanto direita querem controlar a informação.  Quem tem que controlar o que seu filho vê é você e não o governo e eu quero ter o direito de ver e ler o que eu quiser sem um governo se intrometendo.  Sim, eu acho coisas como a tal Queermuseu totalmente ridículas, mas com coisas ridículas eu simplesmente ignoro.  Façam o mesmo e não chiliquem.

4 – Também quero a liberdade dos cidadãos:  Acho que a Constituição é boa nisso:  Ninguém será obrigado a nada exceto por força da lei.  Quero que as pessoas possam pensar e exprimir seus pensamentos e, a menos que seja proibido, possam fazer o que quiserem também.  O fato de você poder defender seu candidato vem disso e outras pessoas também podem defender o candidato delas.

5 – Religião é religião, política é política:  Coisas que eu não olho na hora de escolher um candidato:  Religião, cor da pele, gênero, opção sexual.  Isso não me importa.  Me importa sim as propostas do candidato para o cargo ao qual ele concorre.  Lembre-se do item 1, então, não espero uma pessoa honesta.  O Estado Brasileiro é laico e espero que continue assim, garantindo a todos os cidadãos o direito de terem a religião que quiserem ou de não terem religião.  Por esse motivo eu de imediato descarto candidatos que carreguem títulos religiosos em seus nomes políticos.  Pastor fulano, irmão cicrano, bispo beltrano, babalorixá Zulmira…  vocês estão fora das minhas opções.

6 – Aborto não:  Apesar de eu defender a liberdade de todos os cidadãos, aborto não me soa bem.  Porque no aborto você está tirando a vida, e portanto a liberdade, de alguém que sequer teve a chance de ser alguém.  Eu sei que a lei de Ian Malcolm diz que a vida sempre arruma um jeito, mas existem duzentas formas de se impedir a gravidez.  Usem-nas.  A lei do aborto no Brasil deve ficar como está.

7 – A piada é sagrada:  Vamos rir.  Vamos fazer piada.  Vamos sacanear todo mundo.  Não fique chateadinho por zoarem seu candidato.  Quem faz piada de tudo é mais inteligente do que quem milita pra candidato.  Se você se incomodar com uma piada, sinto muito, está no lugar errado.

8 – O Silêncio é seu amigo:  Eu não vou me furtar a comentar, no geral criticando todos os candidatos.  Se você quiser um debate saudável, seja bem vindo.  Se só vier criticando, das duas uma:  Se você é meu amigo, eu não vou responder porque não acho que esses vagabundos candidatos valem uma amizade. Se eu te bloquear você não era meu amigo.

9 – O mundo não é binário:  Talvez pelo fato de militantes terem apenas dois neurônios, eles devem achar que também só existe preto e branco.  Pessoas inteligentes sabem que não é assim.  Portanto, se eu critico o Bolsonaro, isso não me torna um eleitor do Lula e se eu critico o Lula isso não me faz eleitor do Bolsonaro.

 A propósito, eu acho isso ridículo em gênero, mas na ideologia eu me considero politicalfluid.  Isso significa que tenho ideias de direita e de esquerda e não vejo isso como um problema.  Pedir votos para candidato é do jogo, você não está fazendo nada errado, mas eu me reservo o direito de achar militantes burros.

10 – Sem extremos:  Não gosto de nenhum extremo:  nem de direita nem de esquerda. E também há fontes que eu simplesmente não respeito.  Apenas para ficar em uma de cada lado:  Não respeito a UJS e nem o MBL.  Há vários outros, claro, mas fico nesses dois como exemplo.  Qualquer coisa utilizando esses trecos como fonte estará sujeita a minha ridicularização.

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Sobre Fernando Vieira

Engenheiro Mecânico. Trabalha no Rio mas mora em Petrópolis. Fez esse blog, pra comentar sobre tudo um pouco mesmo sem entender de nada.
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