Fly to Live, Live to Fly (2)

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Em abril bati um recorde pessoal.  Em um mês voei mais que voara  em toda a minha vida.  30 horas de vôo.  Eu sei é pouco, uma tripulação voa isso por semana, mas considerando um passageiro esporádico como eu, acho que foi uma quantidade respeitável.

É interessante porque esse blog aqui traz os registros de todas as vezes que voei.  Desde a primeira vez, aos 18 anos num puteiro em num vôo da saudosa Webjet para São Paulo, até o de férias para Nova York, que vocês já estão carecas de saber, e mais dois neste mês, que terão seus capítulos nesse Blog.

Mas como eu ia dizendo, foram 30 horas de vôo.  Isso em quatro modelos de aeronaves diferentes, três companhias aéreas distintas e três destinos.  Pude ver bastante coisa diferente, diferenças de operações, me diverti de forma diferente em cada vôo, até enfrentei turbulência.

A maior parte dos vôos foi a noite, tive poucos trechos de vôos diurnos, basicamente só o final dos vôos novaiorquinos, mas voar a noite também é legal.  Me disseram que não dava para ver nada num vôo a noite, pois bem, estão redondamente enganados.  A menos que por nada entenda-se a Lua e as estrelas, as luzes de diversas cidades…  Enfim, entrar num avião e fechar a persiana o faz perder algumas das coisas mais legais que você pode ver em toda a vida.  Não façam isso.

Aliás, durante o vôo de ida para Nova York, as comissárias insistiam que eu fechasse a persiana da minha janela.  Resolvi perguntar por que, e ela me disse que era porque o Sol iria nascer, jogando iluminando todo o interior da aeronave com as pessoas dormindo. Fechei, e logo depois abri de novo.  Volta ela pedindo para que eu fechasse.  A mesma coisa.  Já quando o Sol ia nascer, na aurora, ela voltou a fazer o pedido.  Disse a ela que comprei a passagem e marquei o lugar na janela justamente para ver aquele momento.  Depois fechava.  O resultado foi esse aqui:

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 Não ir na janela é muito esquisito.  No dia seguinte a chegar de Nova York, estava eu no aeroporto novamente, agora para ir para Natal (RN).  Foi uma viagem tiro curto, ir num dia e voltar no outro praticamente.  Dessa vez o cavalheirismo me botou na poltrona do meio.  O vôo, noturno novamente, também proporcionou imagens interessantes.  A cidade de Salvador fica bem bonita à noite.

E quando eu achava que tinha estourado minha cota de viagens aéreas do semestre, eis que aparece uma viagem a trabalho para Ribeirão Preto.  Mais vôos noturnos.  Mas essa com um bônus:  Decolagem do Santos Dumont.

Tem uma dica no foursquare que manda que você se sente a esquerda do avião se estiver saindo de lá.  Sim, faça isso.  De dia ou a noite, a visão é garantida.  Fiz isso dessa vez.  Uma pena estar sem câmera e manter o celular desligado.  Seriam fotos lindas.  Mas tem fotos da cidade de São Paulo que passamos ao largo e do interior paulista.

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Voltando de Ribeirão Preto mais experiências novas:  Dessa vez um ATR-72 da Passaredo.  Primeiro turbo hélice que voei.  Eles voam mais baixo, mais devagar e, de dia devem proporcionar uma vista fenomenal nas coisas.  Mas voltei à noite.  Voando a noite não muda muito.  A aeronave é novinha (de 2012), mas as curvas assustam, por ser pequena e ter as asas altas.  Mas isso é porque tenho medo de avião mesmo.

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No resumo da ópera, fecho o mês de abril com 30 horas de vôo, descritas nessa tabelinha abaixo.  Digna de um tripulante, só que não.

Tabela

Além disso, em uma semana ouvi de umas cinco pessoas que eu deveria fazer escola de vôo.  Certo, me convenceram.  Irei pesquisar a respeito.  Mas lembrem-se, se algum dia eu me tornar comandante, ao ouvirem meu “speech” não peçam em desespero para sair da aeronave.  Prometo fazer tudo direitinho, e os aviões hoje em dia voam sozinhos.  Mas, por bem, melhor não verem minha performance no Flight Simulator.

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Sobre Fernando Vieira

Engenheiro Mecânico. Trabalha no Rio mas mora em Petrópolis. Fez esse blog, pra comentar sobre tudo um pouco mesmo sem entender de nada.
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Uma resposta para Fly to Live, Live to Fly (2)

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