A odisséia de volta para casa depois do Bar

Nessa nossa sociedade moderna e conectada, é engraçado que, se quisermos podemos compartilhar com as pessoas até as coisas mais babacas.  Não a toa vemos tanta besteira nas redes sociais e fotos do almoço da avó no Instagram.  Muitas vezes, uma história cotidiana pode se tornar engraçada.

Vamos ver minha história da volta para casa ontem, baseada no meu twitter.  Acrescentando alguns fatos que não contei naquele rede social para criar uma interessante crônica.  Ou não.

Entre sair do trabalho e chegar no bar (o beco das sardinhas) há menos que duas horas, mas há um intervalo pois tive que ir até a pós pagar a mensalidade e se aproveitar do desconto para quem paga até o dia 10.  O que acontece é que a TIM parece não saber que o centro do Rio é uma das mais importantes áreas econômico-financeiras do país e faz questão de deixar seu sinal horrível ali.  Até conseguir “dar o check-in” foi algum tempo.  A TIM será uma das estrelas desse post.

A conta no bar foram seis chopes e três sardinhas.  Não ia ficar twitando do bar, afinal só se faz isso se acontecer algo bem digno de nota ou se você está sozinho lá.  Como não era o caso, sem tweets por aqui.

Saí dali, peguei o 170 para a rodoviária.  Não compensava subir dali até o Menezes Cortes e correr o risco de não ter mais ônibus.  Não é seguro usar um celular nos arredores da Central, mas por ali ocorreu um fato digno de nota:  Bateram no meu ônibus.

O entorno da Central do Brasil é a própria expressão da teoria do Caos.  Estando você de carro, ônibus, moto, van, a pé, é ruim de passar de qualquer forma.  Também é um lugar perigoso.  Em resumo, é bom ficar ali o tempo estritamente necessário para fazer o que você precisa.  De forma que o ônibus que eu estava, após desembarcar passageiros em fila dupla foi tentar sair.  O motorista jura que estava dando seta (isso tem sido raro no Rio ultimamente:  Pessoas que usam a seta), mas um golzinho apressado quis passar.  Não deu, e ele raspou de fora a fora no ônibus.

Não aconteceu nada com o ônibus, nem com ninguém, mas o Gol ganhou um belo arranhão de fora a fora.  Ele era chumbo, e ficou com um belo branco estampado nas portas.  Discussão pra lá, discussão pra cá, o motorista do Gol insistiu em resolver tudo na delegacia (ele devia ter seguro e precisará do BO para acioná-lo).  De forma que tive que trocar de ônibus.

Na rodoviária, não se engane.  Eu passei em torno de meia hora lá, entre chegar e pegar o ônibus.  Não consegui twittar ou fazer o Check-in de forma alguma.  Eu acho curioso:  já tentei usar a internet da TIM na rodoviária Novo Rio (RJ), Rodoviária de Petrópolis, Aeroporto Santos Dumont, Aeroporto do Galeão, Aeroporto de Confins (MG), terminal Tietê (SP) e simplesmente não funciona em nenhum desses lugares.  Nesses lugares, enquanto esperamos nossos transportes, queremos usar a internet móvel.  Bem, acho que a TIM ainda não percebeu isso.

Esses três tweets só vieram quando estava dentro do ônibus através de um wi-fi Mandrake que só pega na plataforma de embarque.  Consegui o ônibus para 21:30, e foi bom, só deu tempo de ir ao banheiro mesmo, atravessando toda a rodoviária.  O chopp cobrou o preço.  O tweet para o lei seca destinava a avisar da zona que estava no entorno da rodoviária, de tal forma que o ônibus não conseguia sair dela, de tanta zona que tava ali.  Mas aparentemente essas desordens urbanas não atraem o perfil.

Aqui eu já estava em viagem.  Acompanhava o jogo do Vasco pelo Twitter ao mesmo tempo que as outras notícias.  A essa altura o Vasco já goleava o Náutico e como eu tinha mantido Alecsandro no meu time do Cartola (que me fizera perder preciosas cartoletas na última rodada), torcia para que os gols todos fossem dele (ele acabou fazendo dois, ganharei umas conquistas por isso).  O outro foi uma resposta ao Jornal o Globo a respeito da incompetência de nossas operadoras de celular.  Tenho andado bem revoltado com isso.

Essa sequencia ilustra o que é Petrópolis.  Eram apenas 22:30 e não tinha taxi nenhum na principal chegada de ônibus interurbano de Petrópolis.  Durante os 20 minutos que fiquei lá nenhum apareceu, e por sorte tinha ônibus.  Pude chegar até as duas pontes.

Mas nesse tempo, percebi duas coisas:  A primeira, que as vezes reclamar no twitter pode servir para alguma coisa.  A segunda é como ainda tem gente legal no mundo.  Esse cara que ofereceu carona, disse que estava na praça da Liberdade, certamente estava assistindo ao jogo do seu time (ele torce para o Flamengo), e tomando uma cerveja com os amigos.

Pois ele se prontificou a sair de lá e ir me buscar na casa do alemão.  É bem fora de mão de onde ele estava.  Não queria fazer isso com ele, tirar do seu divertimento e do jogo do seu time para me ajudar e, bem, eu não estava tão na merda assim.  Felizmente o ônibus veio e me tirou de lá.  Chegando nas duas pontes, também não tinha taxi, mas dali ir a pé para casa é perfeitamente tranqüilo.

O Aquarius é o bar tradicional dos cachaceiros e da saideira.  Durante muitos anos eu passava por ali e nunca vi esse bar fechado, de forma que eu achava que era um bar 24h.  ontem antes das 23h ele já tinha fechado.  Tem algo esquisito.  Teve outro bar que inaugurou, notei ontem.  Parece ser legal, mas pelo estilo dos carros parados na porta os playboys e adeptos do xunning já o descobriram.  Mas ainda estou curioso sobre ele.

Aqui conclui minha jornada.  Foi durante esse monte de tweets que eu pensei nesse post.  Estava pensando no mundo atual sobre como nossa vida cotidiana pode ser compartilhada com todo mundo de forma simples, permite-se a interação das outras pessoas entre outras coisas.  A tecnologia é impressionante, pois.

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Sobre Fernando Vieira

Engenheiro Mecânico. Trabalha no Rio mas mora em Petrópolis. Fez esse blog, pra comentar sobre tudo um pouco mesmo sem entender de nada.
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6 respostas para A odisséia de volta para casa depois do Bar

  1. Evandro disse:

    Que odisséia! haheuhe! Alguns pontos:

    Mermão.. eu to esperando o 1/4G que funcione legal.. 4G nem a caralho
    O cara era parceiro mesmo pra ir te buscar lá! a humanidade surpreende de vez em quando; alguma correlação com o teor etílico das pessoas!
    PArafraseando nosso brother Away… bando de taxistas leite com pêra nessa cidade!
    Aquarius fechado??!! Corram para as colinas!
    Sabia que ia encher de poser aquele bar novo..

    Abs Evandro

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