Red 5, 2 anos

O tempo tem voado bastante ultimamente.  Há dois anos atrás, num sábado estava eu desfilando pelas ruas de Petrópolis em um Punto vermelho zerinho.

A história é bem louca.  Desde que a empresa de canudos furados me contratara como engenheiro resolvi que era hora de ter um carro.  Realizar um antigo sonho de infância.  Vinha pesquisando carros há um mês, claro que o primeiro fator que me fez escolher o carro era o tamanho do bolso.  Isso já corta os carros mais legais.

Também fiz um corte para baixo.  Não queria carros que não valem o preço que cobram.  A VW foi a maior prejudicada nesse corte.  Gol e Fox valem no máximo a metade do preço que pedem neles.  Portanto, risca-se.

No fim, as escolhas se resumiram a três opções bem diferentes entre si:  Ford Ecosport 1.6 XLT, VW Voyage trend 1.6 e o Fiat Punto 1.4 ELX.  Absolutamente dentro do mesmo segmento de carros.

O Voyage rodou quando fui na Concessionária.  Não passava de um Gol com porta-malas ampliado.  Padrão de acabamento ruim, típico da VW, o problema de motor que todos conhecemos e um preço totalmente incompatível com o que estava sendo oferecido.

A Ecosport tinha um belo pacote de opcionais.  Confortável, cheia de mimos.  Entendi porque as mulheres adoram esse carro.  Fora a posição elevada de direção.  Mas o preço me limitou.  Fora que nunca achei esse carro muito bonito mesmo.

E tinha o Punto.  Ah, a história com o Punto é muito boa.  Tinha um test drive marcado para o sábado 28 de novembro.  Na véspera, eu e mais uns colegas de trabalho (o Thony e o Carlinhos – que Deus o tenha) fizemos uma baita farra.  Foi a noite toda na boemia carioca.  Cheguei praticamente sem ter dormido na concessionária da Fiat em Petrópolis.  O vendedor não queria me dar o test-drive.  Fiquei indignado.  Acho que o vendedor só conseguiu vender o carro por minha causa.

Fiz meu test-drive, dos modelos que havia selecionado ele realmente foi o melhor.  O que mais me agradou.  Na loucura dos fatos, efeito ainda da noite anterior, resolvi fechar o negócio ali mesmo.  Passei o dia ali pra conseguir reduzir o preço, conseguir um bom financiamento, ganhar alguns brindes…  Fim das contas deu tudo certo e na outra semana, onde conto o “aniversário” do carro, estava saindo de lá com ele.

Quando entrei nele pela primeira vez, o hodômetro marcava 13 km.  Coincidência ou não, hoje marca 27113 km.  Uau, 27100 km.  Se estivesse rodando isso sempre sentido Norte, pela Panamericana estaria chegando em NY com essa distância.

Não cheguei a NY (ainda) mas esses 27000 km foram bem vividos, ou rodados.  Viajei, fui a região dos lagos que já perdi a conta,  andei por todos os cantos do Rio de Janeiro e Niterói, indo parar em Itaipuaçu.  Estive até em favelas (fui parar no Alemão um dia), venci o Grande prêmio Fundão 2010, contra um poderoso Peugeot 206.  Bati, arranhei o parachoque, fiz besteira, buzinaram em cima de mim, buzinei em cima dos outros… Enfim, a vida no Red 5 melhorou um bocado.

Uma compra bem maluca, se tivesse estudado um pouco mais teria comprado um Punto Etorq alguns meses depois.  A única vantagem que tive foi a redução de IPI.  Mas não me arrependo de nada.  Essas coisas são para nos fazer felizes.  Não para nos escravizar.  E hoje, eu vejo que valeu e muito, a pena.

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Sobre Fernando Vieira

Engenheiro Mecânico. Trabalha no Rio mas mora em Petrópolis. Fez esse blog, pra comentar sobre tudo um pouco mesmo sem entender de nada.
Esse post foi publicado em Causos, Red 5 e marcado , , , , , , , . Guardar link permanente.

2 respostas para Red 5, 2 anos

  1. Amanda disse:

    Red 5 tb pernoitou em Caxias!!!!

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