Nelson Piquet

Piquet era conhecido seu estilo provocador.  E hoje, comemorando trinta anos do seu primeiro título ele deu algumas voltas com o carro que lhe deu esse título.  E, estando em São Paulo com Vasco e Corinthians disputando o título, ele produz a cena da foto acima.

No ano em que eu nasci um tal de Nelson Piquet seria campeão mundial de Fórmula 1.  De Brasileiro, apenas Emerson Fittipaldi já vencera o campeonato (duas vezes).  Piquet foi o piloto que me fez gostar de F1.  Não vi seus dois primeiros títulos (81, por motivos óbvios e 83 porque vocês não iriam acreditar que eu com dois anos assistia Fórmula 1).  Mas vi o de 87.  Estava lá, com seis anos de idade acordando cedo com o meu pai para ver a corrida do Japão, e depois da Austrália (no tempo da F1 de verdade eram só duas corridas de madrugada).

E vi o Nelson Piquet ganhando.  Depois de anos fui aprendendo mais sobre aquele título de 87 e sobre o próprio piloto.  Piquet era um piloto sem papas na língua, emocional e ao mesmo tempo cerebral.  Saiu no tapa literalmente com outro piloto quando este o fechou e o tirou da prova.  Piquet era sabotado dentro da própria Williams (que tinha Nigel Mansell no outro carro.  O patrão, Frank Williams sofrera um acidente no início do ano e mudou tudo (era para Piquet ser o primeiro piloto, mas por conta do acidente a equipe manteve o Status Quo).  Todo o acerto de carro que Piquet fazia (uma de suas especialidades) era copiado a sua revelia para o carro de Mansell.  Daí que o brasileiro teve que esconder sua tática e seu acerto da própria equipe.  Ele tinha poucos em quem confiar.

Me identifiquei com Nelson Piquet na Williams.  Mas ele fez a fama com a Brabham.  Mudou para a Williams porque a Brabham estava em declínio, depois de lhe dar dois títulos.  Bernie Ecclestone a vendeu e, em algum momento ela acabou na triste Andrea Moda, a pior equipe da F1 (pior até que a Hispania).  Depois da Williams ele passou por Lotus (que perdera o motor Honda assim como o piloto Ayrton Senna e começava sua decadência), e foi terminar na Benetton, andando com um tal de Michael Schumacher, que segundo Galvão não daria em nada.

O fato é que Piquet ficou na galeria dos grandes da Fórmula 1.  Um baita piloto, lutava bastante na pista, competiu na era dos grandes.  Contra ele tinha Nigel Mansell, Alain Prost, Ayrton Senna, Niki Lauda, entre outros.  Sabia acertar carros como poucos, e isso era grande parte do seu sucesso.

Piquet foi autor da maior ultrapassagem da história da Fórmula 1.  Ultrapassou um tal Ayrton Senna, derrapando nas quatro rodas com um carro de F1.

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Sobre Fernando Vieira

Engenheiro Mecânico. Trabalha no Rio mas mora em Petrópolis. Fez esse blog, pra comentar sobre tudo um pouco mesmo sem entender de nada.
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