Baderna na USP

Essa semana muito se comentou sobre a ocupação da reitoria da USP por parte de alguns “estudantes” rebelados contra a Polícia Militar de São Paulo, que estava cumprindo o seu papel no Campus.  Muitas questões foram levantadas, desde a legalização da maconha até a repressão dos tempos da ditadura.  O que eu acho é que foram um monte de retardados querendo fazer bagunça e aparecer.

Tudo começou porque a polícia prendeu três maconheiros no Campus.  Imagino que, para serem pegos, algo a mais do que fumar maconha eles estavam fazendo (convenhamos, em um campus existirem apenas três maconheiros é meio ridículo).  Além disso, nesses nossos governos pulso fraco de hoje, fumar maconha não é mais crime, é só uma contravenção.  Se você é pego fumando, tudo o que vai fazer é assinar um termo circunstanciado e pronto.  A recusa deles em fazer e o desacato aos policiais os levaram ao xadrez.  Daí solta-se a baderna.

Ocupa-se a reitoria pedindo que a polícia saia do campus.  Interessante que, alguns meses antes eles mesmos pediram a Polícia por lá quando um deles foi assassinado.  Reivindicação mais do que justa, tanto foi que, a partir da presença dos policiais, a violência no Campus caiu 92%.  Péssimo trabalho dos policiais não é?

Os anarquistas argumentam que a presença da polícia fere a autonomia universitária.  O problema é o conceito de autonomia.  Enquanto que a universidade deve ser livre no seu pensar e em suas decisões, nem ela nem seus membros não estão acima da lei.  Portanto, ainda que eles tenham o direito de defenderem a legalização da maconha, a mesma continua proibida no Brasil, portanto, eles podem debater e tentar mudar a lei, mas não quebrá-la.  E mais ainda, autonomia universitária não lhes dá o direito de depredar o patrimônio da universidade.

Na UFRJ houve problema semelhante.  Quando entrei lá, o campus era uma zona.  Por não haver policiamento, encontrava-se no Fundão 30 corpos em média por mês, havia um sem número de roubos de carros, assaltos… Professores se recusavam a trabalhar.

Convivíamos com pivetes nos corredores da universidade.  Com os portões do campus sendo fechados a noite, a instituição da vigilância universitária, a presença da polícia, a violência dentro do campus diminuiu bastante.  Claro que teve os esquerdistas de sofá protestando, dizendo que os portões eram sinal de segregação, comparou-se ao muro de Berlim.  Claro, tudo ridículo, mas no ambiente acadêmico eles encontram repercussão.

A segurança na universidade aumentou e ninguém foi proibido de entrar no campus.  Seja o ex-presidente Lula ou um garoto da Favela da Maré, todos tinham acesso.  Eu sempre defendi que o acesso as instalações da universidade deve ser controlado:  Todos devem poder entrar, contanto que se identifiquem.  Mas, cabe a universidade definir (quando eu for reitor minha universidade será assim).

Quanto a USP por ser do governo do estado, a segurança dela é competência direta da PM paulista.  No caso a UFRJ, sendo federal, a polícia de lá seria a polícia federal.  Mas por lá, anda a PM.  Não vejo problema nisso.  Se algum prédio tiver problemas, serão também os bombeiros, do estado do Rio, que acudirão.

Polícia precisa existir em qualquer lugar, mesmo dentro da universidade.  A segurança é garantida por ela.  Se é preciso ajustar como a polícia agirá é outro assunto, mas ela é necessária.  O problema é que os “revolucionários” da USP querem a polícia para pegar os bandidos que os assaltam, que os estupram, que os matam (o que é muito justo), mas não querem a mesma polícia os incomodando enquanto eles financiam o tráfico, fumam maconha entre outras coisas.  Enquanto que, a função da polícia é fazer cumprir a lei.  Olhando por esse lado, a polícia é menos discriminatória do que os “estudantes”.

A ação de desocupação da USP foi exemplar.  Claro que a esquerda de sofá e os pacifistas não entendem.  400 homens para tirar 70 estudantes.  A desproporção de forças faz com que os ocupantes não se animem a resistir.  A tropa de choque marchando e batendo com cacetetes nos escudos é totalmente necessária.  Faz parte da intimidação, de quebrar o moral do inimigo.  Está nas cartilhas militares mais básicas.  Se isso não for feito, se os ocupantes se animarem a resistir, pode ocorrer um massacre.  Dessa forma ninguém se machucou.

Então, nada tem a ver com os anos da ditadura, de repressão ou qualquer comparação com aqueles tempos.  É apenas tática militar.  A ação dos PMs foi exemplar.  O engraçado mesmo foi ver os “estudantes” da USP sendo motivo de chacota no país inteiro.  Reclamarem que tiveram seus celulares confiscados foi hilário (eles estavam presos).  Confiscar um Iphone agora é violação aos direitos humanos.

Enfim, essa baderna na USP só mostrou a quantas anda o movimento estudantil:  Está morto e enterrado.  Quem fez essa baderna não é estudante, é bandido mesmo.  Tanto eles reconhecem isso que apareciam sempre com os rostos cobertos.  Os estudantes de verdade sempre mostraram seus rostos em suas reivindicações.

Anúncios

Sobre Fernando Vieira

Engenheiro Mecânico. Trabalha no Rio mas mora em Petrópolis. Fez esse blog, pra comentar sobre tudo um pouco mesmo sem entender de nada.
Esse post foi publicado em Uncategorized e marcado , , , , , , . Guardar link permanente.

Uma resposta para Baderna na USP

  1. Pingback: Sobre ateus, fanáticos e outras bobeiras | Blog do Fernando

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s