30 Going on 13

Bem pessoal, mais post de aniversário (o meu).  O do ano passado foi esse aqui.  Agora vamos ser criativos:

Vou ilustrar o Post com a Jennifer Garner que é muito mais bonita que eu.  Vamos ver se ela concorre com a Ellen Roche.  Ela está aqui por causa do filme dela “de repente 30” em que ela de uma menininha de 13 se transforma em um mulherão de 30. Se não me falha a memória, esse filme é meio que um Remake feminino de “Big” com o Tom Hanks.  Mas ainda acho a Jennifer Gardner mais bonita para ilustrar o post.  O Filme “Big” tem uma das cenas mais marcantes do cinema:

Bem, e eu que cheguei aos 30, não sou um mulherão (ui!) mas estive pensando, como era a vida quando eu tinha 13 anos.  Bem, vamos lá, tudo puxado da memória, sem Google pra ajudar:

O ano é 1994.  Acho que foi um dos anos mais importantes para a história do Brasil, pois foi o ano da virada.  O ano em que abandonamos a sina do país que não dá certo e entramos no dos países vencedores.  1994 era para nós, brasileiros, o ano do Tetra.  O Tetra da Seleção e o Tetra de Senna (sim, naquela época torcíamos para o Senna tanto quanto torcíamos para a Seleção).

Curiosamente o tetra de Senna era mais certo do que o tetra da seleção.  Pois, se Ayrton estava indo para a equipe dos “carros de outro mundo” como ele dizia, que dera títulos fáceis para Mansell e Prost nos anos anteriores, Senna, sem um grande rival nas pistas e com o melhor carro ganharia mole.  Já a seleção, se classificou para a copa dos EUA aos trancos e barrancos e tinha um time que não inspirava confiança.  Acabou que o carro de outro mundo levou Senna para outro mundo e a seleção levou o tetra.

Conquistar uma Copa depois de 24 anos foi crucial para elevar o moral da nação (a copa começou no dia do meu aniversário, com a Diana Ross perdendo um pênalti na festa de abertura).  Um mês depois, em 17 de julho éramos tetracampeões.  Mas não só nos esportes elevamos nosso moral.  Em 1 de Julho o país trocava de moeda e entrava o Real.

Nos anos anteriores, trocávamos de moeda em média uma vez por ano, quando não mais.  Recebíamos o salário e tínhamos que ir na mesma hora para o mercado.  Tudo aumentava o tempo todo.  Eu sempre corria na frente do cara do mercado que ficava com a maquininha aumentanto preços.  Era questão de sobrevivência.

Naquele ano também tivemos eleições presidenciais.  Itamar Franco saia para a entrada de Fernando Henrique Cardoso que derrotou Lula facilmente no primeiro turno (com o sucesso do Real não tinha realmente como derrotá-lo).  Agora que estamos situados no mundo, vamos ao que interessa:

Na minha vida com 13 anos eu tinha alguns objetivos sérios:  Zerar Battletoads, arrumar algum dinheiro para jogar Mortal Kombat no flipper do bar, e alugar Battletoads (isso valia pegar dinheiro de macumba), explodir a placa da rua (já até fiz um post sobre isso, aqui), e tentar pegar mulher.  Meu sonho de consumo era um PC-AT 486 DX40 com incríveis 2Mb de RAM e HD de infinitos 256 Mb.

Bem, não zerei Battletoads, a placa ainda está lá e não sou um talento com mulheres, afinal não sou sarado nem tenho grana.  Mas em 1994 foi meu primeiro beijo.  Aos tardios 13 anos, com uma tal de Camila, no Shopping ABC que continua sendo palco de primeiros beijos da molecada até hoje.

Em 1994 também dei meu primeiro porre em alguém.  A vítima:  O Wiliam, o que lhe rendeu um belo esporro para ele e uma semana de castigo.  A ocasião:  A festa de 15 anos da minha irmã.  E uma baixa:  A fita do Brian Adams.

E vocês que me consideram um Nerd, em 1994 eu também tirei minha primeira nota vermelha:  Na sétima série, em matemática, e se é pra fazer besteira, faça bem feita, tirei logo 0,5.  Bem, a prova era sobre divisão de polinômios, produtos notáveis, fatoração, essas coisas.  Mesmo que hoje eu saiba calcular uma integral tripla ainda não aprendi como se divide polinômios.

Na sétima série foi o primeiro ano que estudei de manhã.  Lembro de ter um sapato e um tênis.  O sapato era mais velho e portanto eu usava ele para ir a escola.  Mas quando chovia ele escorregava muito, aí tinha que usar o tênis.  Daí eu dizia que era pneu slick e pneu biscoito.

Em 1994 também foi o ano da minha Crisma.  Tomei um belo tabefe do Bispo pois ele deve ter achado que eu saí da FEBEM para a Missa, pois eu raspei a cabeça (máquina 2) em casa.  Dá pra imaginar como ficou né?

Bem, se eu pudesse voltaria aos meus 13 anos.  Era uma vida mais simples, com preocupações menores e mais divertida.  E principalmente, eu acertaria muita coisa que fiz errado e certamente seria muito melhor como pessoa e mais feliz agora.  Mas como não dá pra mudar…  O negócio é jogar com a mão que a gente tem.

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Sobre Fernando Vieira

Engenheiro Mecânico. Trabalha no Rio mas mora em Petrópolis. Fez esse blog, pra comentar sobre tudo um pouco mesmo sem entender de nada.
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5 respostas para 30 Going on 13

  1. katia disse:

    Nusss nostalgia pouca eh bobagem.. hehehe…
    Mas adoro vc com seus trintinha…. parabens, felicidades, tudo de bom que se possa usufruir da vida vc merece mtas bençãos.
    Bjos, bjos

  2. Pingback: Battletoads | Blog do Fernando

  3. Pingback: 13000 | Blog do Fernando

  4. Renan disse:

    O que antes era sonho de consumo tecnologico, 486DX, hoje nao passa de lixo. Por isso algum dia vai ter TV LED 3D, playstation 3, iPad 2, iPhone 4 criando teia de aranha em algum brexo, e serao vendidos a preco de banana.
    Foi nessa epoca que o cinema comecou a usar computacao grafica, antes os monstros eram bonecos como o mestre Yoda em O Imperio Contra Ataca. Ex.: Exterminador do Futuro 2(1991), Jurassic Park(1993), Michael Jackson Black or White, e o efeito de transicao de rostos no final do videoclipe, e a gente ficava de queixo caido, estes efeitos custaram milhoes de dolares, e dias, e mais dias de computacao intensa naquela epoca, hoje em dia da pra fazer em casa.
    Bem que aos treze anos, ao inves de tentar terminar battletoads, podia tentar algo mais possivel como: escalar o Everest sem garrafa de oxigenio, ganhar na loteria, atravessar o oceano atlantico a nado, fazer que nem o Bruce Lee, encher o William e os dez amigos dele de porrada ou cavar um buraco ate chegar no Japao.

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