A Fronteira Final

A humanidade nunca foi sujeita a limites.  O conhecimento é uma coisa que vive em constante expansão, nunca nós como homens ficamos satisfeitos com o que sabemos.  Se nós como indivíduos ficamos satisfeitos com nossos conhecimentos, com o que sabemos, melhor repensar sobre nossa vida e nossos objetivos.  Mas a humanidade nunca para.

Conhecer o mundo, como as coisas funcionam ver até onde se pode ir, isso sempre foi inerente ao ser humano.  Nós mesmos nos empolgamos quando vamos a um lugar diferente.  Se quer me fazer ter um dia feliz é me dar um motivo de por o Red 5 na estrada para um lugar diferente.

No século XV o limite era o continente.  O Oceano Atlântico era conhecido como “Mar das Tormentas” devido a sua instabilidade.  Navegação segura era feita apenas pelo Mar Mediterrâneo.  Mas isso não era suficiente.  Precisávamos saber o que tem lá.  E se enfrentarmos o mar das tormentas, onde chegaremos?

Cristóvão Colombo convenceu a rainha da Espanha a bancar uma expedição maluca para provar que a Terra era redonda.  E assim se fez as grandes navegações.  Passados os séculos, onde boa parte da Terra já era conhecida, o homem olhou mais para cima:  O céu era o limite.  Santos Dumont disse que não.  Então, tínhamos que ir além do céu.  O que viria depois?

Julio Verne já imaginava como seria.  Havia muita coisa sobre o espaço graças aos astrônomos e também aos escritores de ficção, como Verne.  Na primeira metade do século fazia sucesso quadrinhos como “Flash Gordon”.  O ícone da exploração espacial “Star Trek” surgiria poucos anos depois.

A fronteira então era o espaço.  Queríamos agora chegar lá.  Claro que a maior motivação era política, mas foi assim também no caso das grandes navegações.  Mesmo com motivação e financiamento menos nobre, o objetivo maior sempre acabou sendo ampliar as fronteiras.

E nesse espírito, em 12 de Abril de 1961 um camponês russo senta a bunda num foguete e vai tentar a viagem mais louca da história.  Teve uma viagem curta.  Pouco mais de uma hora.  As vezes eu gasto mais para ir de Petrópolis ao Rio.  Mas ele, nessa uma hora deu uma volta ao mundo.  O primeiro homem a sair da atmosfera da Terra, da proteção da camada de ozônio, do campo magnético, sendo mantido vivo apenas por sua nave.  Feito digno de livros de ficção científica.

Lá de cima, mesmo o tal camponês tendo vindo de um país cuja propaganda e ideologia eram rígidas, ele não fez um discurso ensaiado ou qualquer coisa.  Apenas exclamou o que achava.  E de lá de cima ele disse “A Terra é azul”.  Acho que deve ser a primeira coisa que o pessoal que vai ao espaço nota.

E assim o primeiro de muitos humanos foi ao espaço.  Hoje homens de muitas nações já foram ao espaço, inclusive um brasileiro, e três países são capazes de mandar homens para lá:  Além dos russos, que venceram a corrida, os americanos e os chineses.

Hoje faz 50 anos da Vostok I, do vôo de Yuri Gagarin e do dia em que começamos a desbravar a Fronteira Final.

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Sobre Fernando Vieira

Engenheiro Mecânico. Trabalha no Rio mas mora em Petrópolis. Fez esse blog, pra comentar sobre tudo um pouco mesmo sem entender de nada.
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