Presentes

Ontem começou minha distribuição anual de presentes de Natal.  É bem verdade que os primeiros presentes entregues vieram antes da segunda rodada, e este ano resolvi antecipar a entrega para que a maioria das pessoas receba os seus antes do Natal.  Por mais que o simbolismo não se perca, dar presente após a data é um tanto estranho.

A primeira rodada de compras foi concluída na terça (14/12) no Shopping Nova América.  A maior parte dos presentes acabou vindo de lá.  Repetindo a tática do ano passado, transformo o Red 5 em uma réplica do trenó do papai Noel e deixo todos os presentes no porta-malas dele.

Isto tem algumas vantagens:  A primeira é que dessa forma é bem improvável que eu esqueça de levar o presente quando encontrar o presenteado.  A outra é que ninguém sabe a minha lista de presentes.  O porta-malas do Red 5 deve ser o único lugar na face da terra onde só eu mecho.  E eu prefiro manter minha lista em segredo.  Odeio perguntas sobre quem ganhou ou deixou de ganhar, ou o que eu dei.  Sempre elas vem seguidas de julgamento, o que é tudo o que eu não quero.  Talvez o Wikileaks vaze minha lista de presentes, mas aí eu mando o Obama prender o cara de novo.  Acho que não se deve julgar quem ganhou um presente se merecia ou não.  Se a pessoa ganhou significa que a que deu acha que ela merece e ponto.  Ninguém tem nada a ver com isso.

Passado o momento de revolta, vamos ao que eu penso no que é dar presentes, e é esta a razão desse post.  Acho que, ao dar presente de Natal para alguém, você o faz (ou deveria fazer) como um símbolo de gratidão por aquele ano.  Por tudo o que a pessoa significou para você ou fez durante o ano.  Por isso ela merece um presente.

E a arte de presentear não está só em dar um presente.  Escolher o que dar é uma ciência, é preciso procurar o sentido.  Em primeiro lugar tem que ser algo que a pessoa que vai receber goste, afinal é ela quem vai ganhar.  Mas se você odeia uma coisa que alguém gosta, não significa que precise comprar isso.  Por exemplo comprar uma camisa do Flamengo.

Uma parte de presentear é dizer que foi você quem deu.  Sua marca precisa estar no presente.  Ou seja, algo que a pessoa gosta mas que também você se sinta feliz em dar essa coisa para ela.  Pois são esses presentes que marcam.  Que sempre que alguém olhar, usar ou mexer lembrará que foi você que deu..

É isso que busquei fazer este ano.  Infelizmente uma coisinha insignificante chamada grana impediu de dar presentes para todos os que eu queria, mas a lista vem aumentando, sem que ninguém tenha saído dela.  O valor do presente não é tão significante.  Presentes de 10 reais podem ser mais sinceros que presentes de 1000 reais.  Também nisso é importante.  a intenção.

Quero que todos saibam que todos os presentes que eu dou foram pensados especialmente em cada um, procurando sempre atender ao que escrevi acima.  Os valores, exceto um ou outro ficaram todos dentro da mesma média.  Assim acho que não provoco ciúmes ou confusões.  E como a lista é secreta, ninguém pode comparar.  Fiquem atentos ao WikiLeaks, quem sabe.

Esse ano procurei fazer uma coisa legal:  Os petropolitanos recebem presentes comprados no Rio e vice-versa.  Isso permite dar um diferencial e fazer com que as pessoas não ganhem coisas que elas podem ver em qualquer lugar (não que seja difícil ir entre uma cidade e outra).  Faz parte de um pequeno diferencial que quis incluir nos meus presentes.

Assim, a todos os que receberam meus presentes espero que gostem.  Todos foram comprados com vocês em mente e tudo pensado para algo que vocês gostassem, mas que eu gostasse de dar.  São coisas que acho que seriam legais para você.  Caso não gostem, sintam-se a vontade para trocar ou reclamar.  Afinal, o que vale mesmo é a intenção e mostrar a todos o quanto vocês foram importantes para mim neste ano.

Muito obrigado por vocês existirem e feliz Natal para todos

 

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Sobre Fernando Vieira

Engenheiro Mecânico. Trabalha no Rio mas mora em Petrópolis. Fez esse blog, pra comentar sobre tudo um pouco mesmo sem entender de nada.
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