1 ano (3)

Quando eu digo que novembro é um mês de um monte de aniversários, eu não estou mentindo.  dezembro também traz alguns.  No dia 20 de novembro, fez um ano da festa mais animada de Petrópolis.

O negócio foi assim:  Depois de seis anos de penúria eu estava me formando.  Infelizmente nos cursos de engenharia é impossível manter-se unido com a sua turma até a formatura de forma que a galera cole grau junto.  Isso não é privilégio dos cursos de engenharia, na verdade acho que todos os cursos tem esse problema mesmo porque o ritmo das pessoas não é o mesmo, nem as prioridades, nem os fatos.  Enfim.

Todo mundo resolve esse problema através de uma colação “fake” onde os alunos pagam mensalidades, praticamente desde o início do curso, e depois, estando ou não em condições de colar grau, participam da cerimônia e festa com seus amigos.  Colam grau simbolicamente, mas não oficialmente.  A oficial acaba sendo uma cerimônia bem mais simples e rápida.

Mas a Escola Politécnica da UFRJ proíbe terminantemente essa prática.  Para saber os motivos, basta procurar o seu diretor, prof Erickson.  Ele explicará com toda a calma e lhe dará uns exemplos que fará com que você saia concordando com a prática.  Mesmo porque isto é a prática no mundo todo.

O regulamento é tão rígido que mesmo que os alunos estejam todos em condições de colar grau (o que significa ter concluído todo o curso e defendido seu projeto final, a Escola Politécnica também não aceita pendências) não é permitida a organização de uma cerimônia em paralelo.  Se ocorrer, esta não é reconhecida e os professores e funcionários que dela participarem sofrerão processo onde podem acabar demitidos.

Assim, os alunos podem organizar festas, churrascos, o que for, mas nunca a cerimônia.  Esta é sempre organizada, e paga, pela Escola Politécnica.  Isso enche as outras unidades da UFRJ de inveja, mas, digamos que a Politécnica tenha um ótimo patrocinador:  Uma empresinha da área de petróleo atuante no Brasil.  Mas isso acaba não animando tanto os alunos para organizarem grandes festas após, mas o problema é que ninguém sabe se poderá colar grau naquela cerimônia até uns 3 dias antes dela dada toda a correria com defesa de projeto e trâmites burocráticos.

Mas uma coisa dessas não poderia passar em branco.  Resolvi então, eu mesmo organizar uma festa para comemorar minha colação.  Utilizando minha irmã como “promoter” fizemos uma grande festa em uma casa de festas pertencente a uma amiga dela.  Conseguimos um precinho camarada e um bom parcelamento, mas que me desequilibrou financeiramente pelo ano de 2010 quase todo.

A data acabou sendo 20 de novembro, que era uma sexta feira, mas feriado no estado do Rio, o que permitiu que fizesse bem a festa.  Embora tivesse convidado bastante gente da cidade do Rio de Janeiro, poucos vieram, o que se justifica pela distância e dificuldades para a volta.  No entanto, os que vieram foram bem legais como a Gisele, o Pedro, o Luis, a Vânia, a Thaís (se esqueci de alguém se manifestem).

Também, obviamente veio muita gente daqui.  Essa deve ter sido a única oportunidade de juntar meus amigos do Rio com os de Petrópolis.  Veio quem tinha que vir.  Claro que senti falta de muitas pessoas, mas…

E eu curti meu momento de centro das atenções, fiz até um pouco de stand-up comedy falando um monte de abobrinha e homenageando algumas pessoas que foram muito importantes para mim ao longo do meu curso e acabei ganhando uma homenagem também.  Ganhei uma placa daquelas que homenageam professores em formaturas.  Nunca tinha ganho uma dessas.  Fiquei muito feliz com isso.

As pessoas também adoraram a festa.  Até hoje comentam sobre ela.  De fato, tinha bastante coisa para comer e beber.  Embora a cerveja estivesse um pouco quente, havia um bar que servia caipirinhas de diversos sabores, e ela estava sendo feita bem fraca, o que refrescou o povo.  Mas, não tive uma reclamação sobre a festa.  Todos se divertiram e foram para suas casas felizes.  A coisa foi tão boa que mesmo quem mais bebeu não teve ressaca no dia seguinte.

No resumo acabou sendo uma loucura, afinal, arrumei uma baita dívida, fiquei enrolado por boa parte do ano por causa dela, tudo para uma única noite.  Mas, valeu a pena.  Não me arrependo.  Espero mesmo que as pessoas que foram tenham realmente gostado e não só falado bem para não me chatear.  Vou catar umas fotos de lá e posto em outro “Some Pictures” Especial.

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Sobre Fernando Vieira

Engenheiro Mecânico. Trabalha no Rio mas mora em Petrópolis. Fez esse blog, pra comentar sobre tudo um pouco mesmo sem entender de nada.
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