Taxi Cab

Recebi uma proposta indecorosa hoje.  Ganharia uma graninha para levar uma garota do Fundão até Piabetá e trazê-la de volta até o aeroporto.  Como não se tratava de nenhuma desconhecida, pelo contrário, e como no fim do mes todo dinheiro é bem vindo, fiz a conta para os gastos com combustível e concluí que valia a pena.

O combinado foi que ela sairia da Barra as 18h e viria para o Fundão onde começaria nossa jornada.  o problema é que ela me ligou as 19h para avisar que estava saindo da Barra ainda.  Bem, e o que eu tenho com isso?  Nada, a princípio, tirando o fato de que ela tinha que pegar um avião cujo embarque de bagagens fechava as 21:40.  Precisava cumprir este horário.

Já meio que virei especialista nesses transportes.  Gostaria de pensar em mim como um Jason Stathan de “Carga Explosiva”, mas ele não é tão bonito como eu e a BMW dele não chega aos pés do Red 5.  Estou mais para um taxista mesmo.

Mas essa jornada serviu para por o Red 5 na estrada em velocidade, coisa que não venho fazendo tem um tempinho e concluir que ele realmente está muito mais esperto. O consumo melhorou horrores e ele está rodando muito mais solto.  Dá prazer andar com o Red 5 sem doer tanto no bolso quanto antigamente.

Saí daqui como um bombeiro, além do fato de estar de vermelho, assim que recebi o chamado no interior do 302, em 30 segundos o Red 5 estava saindo lá embaixo.  Encontrei a Amanda na novíssima e odiada rodoviária do Fundão.  Começa então a jornada.

O caminho para Piabetá, enquanto estrada está uma delícia e o Red 5 rasgou por retas.  Evitando os pardais da linha vermelha, pude soltá-lo na Washington Luiz.  Um acidente nos fez perder alguns minutos no começo dela, graças aos motoristas que são imbecis o suficiente para andarem colados no carro da frente em estradas.  Vida que segue, ninguém se feriu, continuamos rasgando pela estrada.

Hoje depois de muito tempo também atravessei a Rio Magé, ou pelo menos um trecho dela.  Esta estrada está um belíssimo tapete, com um traçado quase reto.  Uma delícia para atravessá-la a bordo do Red 5.

Mas não posso elogiar o interior do distrito de Caxias.  Por ali as ruas são esburacadas, com os piores quebra-molas que já vi e ainda o trânsito é caótico com pedestres, bicicletas e motos fazendo o que querem.  A minha tese que as mortes no trânsito despencariam se fosse proibida a circulação de motos e bicicletas encontra bons argumentos por lá.  Um outro fato que me chamou atenção é que a indústria das Garejas está a todo vapor por lá.

Gastei 25 minutos neste percurso.  Como podem ver, sem grandes loucuras.  Chegando lá, enquanto esperava que ela arrumasse a mala ganhei uma janta caprichada de arroz com lentilhas e frango assado.  Com malas prontas, começa o retorno.

O problema de você viajar com mulheres nessas horas é que elas ficam nervosas.  Saí de lá já era por volta de 20:40.  Tinha portanto uma hora para chegar na Ilha, apanhar a Vânia na casa dela e seguir para o Galeão.  Mas a Amanda estava desesperada.

A viagem por si só estava divertidíssima.  A adrenalina pela pressão de estar no horário apertado faz bem, o nervosismo da Amanda só injetava mais adrenalina.  Embora o rádio tocasse outra música eu tinha na cabeça a música “Don´t Stop me Now” do Queen.  E seguia tocando o Red 5 que parecia se divertir.  Dou razão ao Flávio Gomes:  Carro gosta é de andar.

Cheguei na casa da Vânia faltando 20 minutos para o fim do embarque de bagagem.  Agora, vejam que engraçado:  As duas estão embarcando para uma viagem de um fim de semana em Natal (eu deveria estar nesse avião agora também, mas fica pra próxima).  Cada uma trouxe uma mala que precisava ser despachada!!!  Se um dia elas forem para duas semanas em Nova Iorque haverá excesso de carga na aeronave.  Mulheres…

Tive que voltar ensandecidamente pela Ilha, agora levando duas nervosas.  Eu já estava me divertindo muito com a situação.  A adrenalina continuava presente e o Red 5 esperto desviando das kombis e vans que só fazem tumultuar e poluir a Ilha (acrescente-as a meu projeto de retirada do trânsito).  E fomos para o aeroporto.

Chegando no Galeão o terminal era o dois.  Errei o caminho e fui parar no estacionamento do aeroporto.  Como não pretendia ficar lá, ia apenas deixar as duas por lá e seguir meu rumo, fui fazer um retorno errado, entrei na contramão, fazendo a curva dei de cara com um taxi e tive que voltar de ré.  Consegui achar um retorno e as deixei na frente do terminal de embarque.  Bastava a elas atravessarem a porta e irem para o balcão da TAM (só o pobre aqui voa de Webjet).  Elas tinham uma folga de4 minutos para fazer isso.  Missão cumprida.

A partir de então deixei a adrenalina baixar, voltei devagar com o Red 5 comemorando o feito.  Pus o grande herói na garagem coberta agradecendo a ele pela missão e vim comemorar como um bom Brahmeiro.  Tive só que aturar o Evandro cantando a singela canção abaixo:

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Sobre Fernando Vieira

Engenheiro Mecânico. Trabalha no Rio mas mora em Petrópolis. Fez esse blog, pra comentar sobre tudo um pouco mesmo sem entender de nada.
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