Fly to live, Live to fly

[Mantendo a fonte pois o autor merece]

(Relatos da viagem a BH – Parte I)

 Estive fora no fim de semana e, por conta disso o Blog ficou abandonado.  Vamos tentar corrigir isso agora começando a contar porque ele ficou parado todos esses dias.  Fui viajar e passei o fim de semana inteiro fora da internet.  Fez um bem danado.

 Toda viagem começa no caminho que você faz.  Se você não aproveitar o caminho e se preocupar apenas com o destino, perderá pelo menos metade da viagem.  E convenhamos, o prazer da viagem está muito no caminho.  Então, o primeiro post da viagem é dedicado ao caminho.

 Estou viciado nessa coisa de viagem de avião.  Agora, para todo lugar que quero ir sempre a primeira opção é o avião.  Até porque as passagens estão bastante competitivas contra os ônibus, muitas vezes empatando e até ganhando, se você comprar com uma antecedência razoável.

 E dessa forma, lá vou eu para BH de avião.  E vou com a Webjet de novo.  A simpática companhia aérea oferece um preço bem razoável para BH.  Os Boeing 737-300 são da década de 90 mas estão em ordem.  Assim, lá vamos nós.

 A Webjet é companhia “Low cost” portanto não dá para esperar muito dela.  Para um vôo de uma hora também não dá para querer demais.  Eu acho que o serviço que eles oferecem bastante justo e humano pelos preços que cobram.  Eles são uma espécie de viação Única que voa.  Param em um monte de pontos com veículos não muito confortáveis, mas te levam lá.  Mas acredite, entre Webjet e Útil, fiquem com a Webjet.

 Ainda bem que o meu era o primeiro ponto.  Inclusive foi minha piada para a mulher que viajava ao meu lado e que iria para Fortaleza, no final da linha do avião.  Quando o avião se aproximava da pista eu viro e digo:  “Piloto, para aê que eu vou descer!” 

 Essa mulher merece inclusive um parágrafo próprio.  Carioca, indo passar férias em Fortaleza com a filha, o marido e o filho.  O marido e o filho ficaram lá atrás na aeronave e ela ficou com a filha ao meu lado, comigo na janela.  A filha dela me demonstrou que os saquinhos de vômito da aeronave funcionam mesmo.  Não faço idéia do que ela fez depois com o saquinho pois ela chamou a comissária mas quando a comissária veio elas não estavam no lugar.  Enfim, tomara que não tenham jogado pela janela.

 Fomos conversando.  Ela inclusive criticava a empresa por vender a ela um bilhete como sendo de um vôo direto quando na verdade não era, tinha duas escalas.  Não duvido disso, afinal isso é prática corriqueira no Brasil.  Mas, as 6 horas, que era o previsto estávamos deixando o portão 30 do Galeão no vôo-ônibus 6731 para Confins, Natal e Fortaleza e conexões para mais um monte de lugares.  Faz lembrar um antigo comercial da Varig.

 

Enfim, aeronave no ar, mais um pouco de diversão com a aviação.  Muita gente dizia (e ainda dizem) que se Deus quisesse que o homem voasse teria dado asas a ele.  Isso é verdade, tanto que Deus nos deu asas.  Nossas asas estão dentro de nossos cérebros, Deus nos deu o conhecimento para que fizéssemos nossas próprias asas.  Tirei uma prova disso nesse vôo, pois com o dia amanhecendo havia um tapete de nuvens próximo ao solo, que era praticamente contínuo, eu nem conseguia ver as cidades e no horizonte o nascer do Sol mais belo que eu já vi.  Minha janela estava ali, bem de frente.  Deus faz o Sol nascer para todos e, não iria privar o homem daquela beleza que estava diante dos meus olhos.

E assim meu terceiro vôo foi tranqüilo até Confins.  Esse aeroporto faz jus ao nome que tem.  Eu não vi a cidade de Belo Horizonte em momento algum no vôo.  Ele fica realmente nos confins da cidade.  Mas parece que a cidade tem um eixo de crescimento voltado para lá.  Falaremos disso em outro post.

A volta, novamente em avião foi mais complicada.  Por conta de problemas em GRU (Guarulhos) os vôos estavam atrasando.  Havia dois vôos da Webjet para o Rio.  O primeiro sairia as 21:30 e o segundo as 23:30.  O meu era o das 23:30.  Cheguei ao aeroporto bem cedo e ia ter uma longa espera pela frente.  Não poderia trocar o bilhete sem pagar uma taxa que era quase o preço do próprio bilhete.  Assim, vou eu para uma longa espera.

Fui ao deck de observação e fiquei acompanhando pousos e decolagens.  Felizmente aquele aeroporto ficou movimentado depois que limitaram os vôos na Pampulha.  Assim, fiquei vendo um sem-número de 737s e A-320 quase sempre Gol e Tam respectivamente.  Quando olho para o quadro de partidas, lá está meu vôo com uma previsão de atraso de duas horas.  

Voltei ao balcão da empresa para saber o motivo:  mal tempo em Guarulhos.  Aí eu poderia trocar para o vôo anterior sem a taxa.  O anterior também estava em atraso.  Bendita Anac que regularizou o setor.  A troca foi feita pela funcionária da webjet com presteza e educação.  Aliás, o ponto forte da Webjet são seus funcionários.  Excelentes profissionais, pelo menos os que conheci até agora.

Aqui cabe um parêntese:  na minha frente um rapaz tentava explicação para o mesmo motivo.  O seu vôo era o das 21:30 que estava atrasado.  Ele alegava ter um transporte que sairia do Galeão as 23:30 para a Barra e perderia.  A funcionária lhe deu a opção de trocar pelo horário da manhã.  Ele então queria que a empresa lhe pagasse o táxi de volta para BH ou então um táxi para a Barra da Tijuca.  Como o vôo não atrasou mais de 4 horas isso não era obrigação da companhia e a funcionária esclareceu isso a ele.  Ele não aceitou muito.  Isso é inerente aos playboys:  Acham sempre certos.  Mas acho que ele seguiu no mesmo vôo.

De bilhete trocado, faço um lanche e sigo para o embarque.  A sala de embarque está caótica.  Pudera, dois vôos da Webjet atrasados e mais um da Azul (todos pelo mesmo motivo).  Aí, mais uma benesse da Anac.  Com o vôo atrasado em duas horas a empresa nos serve o “weblanchinho”.  Para quem estava há duas horas esperando era uma tapeada.  Para mim era lucro pois aquele seria o horário do meu vôo normal.

E assim embarco no avião lotado, mas que mesmo assim ainda arrumei lugar na janela e esse avião saiu de lá a meia noite e um pouco mais.  Deu para ver um belo luar e curtir mais uma viagem aérea.  Cheguei no Rio a 1:30 e vim direto para dormir.  Por conta do fim de semana intenso em BH e da falha no despertador perdi a hora do trabalho.  Mas isso faz parte.  Em breve conto mais da viagem.  Só estamos no primeiro passo.

“Toda jornada, por mais longa que seja, começa sempre no primeiro passo” [Não sei quem escreveu e nem se foi exatamente assim, mas sei que não fui eu.]

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Sobre Fernando Vieira

Engenheiro Mecânico. Trabalha no Rio mas mora em Petrópolis. Fez esse blog, pra comentar sobre tudo um pouco mesmo sem entender de nada.
Esse post foi publicado em Aviação, Diários de Viagem e marcado , , , , , . Guardar link permanente.

3 respostas para Fly to live, Live to fly

  1. Wiliam disse:

    Po eu li tudo mas esperava saber o que você foi fazer em BH!!!

  2. Pingback: Fly to Live, Live to Fly (2) | Blog do Fernando

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