Voltando do curso

Mais um post para descontrair.  Hoje o William lançou um blog.  Já tem um link pra ele aqui do lado.  E bem, como eu também estou em fase de nostalgia resolvi dedicar um post a essa nostalgia que vai fazer ele rir bastante e vai descontrair meu blog.  Com essa nostalgia lembrei dos nossos cursos.  Em especial os cursos de inglês e datilografia.

O curso de inglês veio primeiro.  Fazíamos no CES (Centro de Estudos Supletivos)lque ficava no palácio do Barão de Itaboraí.  Fizemos um curso de inglês lá que era sempre as quintas por volta das 15h indo até as 17h.  Íamos sempre a pé para lá o que dava uma caminhada de uns 25 minutos.  Também voltávamos a pé e esse era o problema.

Bem, no curso éramos os mais novos da turma.  E bem mais novos.  A média lá era de uns 40 anos e nós tínhamos 13-14 anos.  Aí um dia o Wilian compra um drops de anis ruim até dizer chega.  Entra na turma oferecendo pra todo mundo.  Todo mundo aceita, e minutos depois você vê todo mundo querendo ir ao banheiro ou se livrando das balas discretamente.  Ou ainda, a gente pedindo para a professora traduzir os nomes de jogos de videogame (“Professora, o que significa Battletoads?”).  Fico pensando no que a professora imaginava, e como ela pedia aos céus paciência.

Mas o pior era o caminho de volta.  A saída do palácio era uma rampa que tinha algumas torneiras e que a gente, sabe lá porque, achava divertido abri-las.  Um belo dia tínhamos que ir lá na quarta pagar a mensalidade.  Fomos e fizemos isso.  Na quinta, dia de aula, não era possível ter aula por falta d’água.  Naquela época havia uma grande falta d’água em Petrópolis e, ajudamos um pouco a piorar isso.

Em um outro dia, indo perto da antiga churrascaria maloca, numa curva um pouco antes dela, havia uma caixa de papelão na calçada que eu chutei para o meio da rua.  Vinha um ônibus da Única que freou bruscamente ao ver a caixa (afinal o motorista não tinha como saber o que tinha dentro da caixa).  E pronto, estava formado um engarrafamento.

Uma outra foi um dia que já íamos pelas duas pontes, e ia um maluco na nossa frente.  Um bem maluco mesmo.  O cara ia xingando todo mundo na rua, fazendo uma algazarra.  Aí falei para o Wilian:  “Pergunta pra esse cara se ele tem síndrome de Down”.  O pior é que o Wilian foi.  Impedi ele de fazer isso, mas ele teve a brilhante idéia de fazer a “sombra” do cara.  E fomos nós a fazer isso.  O cara percebeu, virou para trás e falou que ia dar porrada na gente.  A reação do Wilian foi mandar um “ai” bem aboiolado enquanto eu já estava correndo.  Ele veio atrás e o maluco atrás da gente.  Nos refugiamos na igreja de São Cristóvão.

Um outro curso que a gente fez foi de datilografia (tudo bem, ninguém mais faz isso, mas que era divertido era) e lá tinha uns personagens hilários.  Tinha o professor e DJ Clebão, tinha o André, estranho, tinha o Hilton que de cada duas palavras que ele falava uma era Flamengo e a outra Vasco.  Fora as gêmeas.  Ah, as gêmeas (vou deixar pra ele contar essa).

Pois bem, era uma longa viagem até o Senac.  Não que fosse longe, mas o ônibus dava um monte de voltas.  E aí, tome de coisas pra passar o tempo.  Primeiro foi o xadrez.  Depois batalha naval (mas era um problema o Ednardo, isso mesmo Ednardo, se empolgava muito ao ver que o tiro dado nele era errado e urrava “água” deixando o restante dos passageiros do ônibus no mínimo incomodado).

Nas aulas tinha de tudo, desde máquina de escrever menstruada até o rep do Clebão, teclas voando, carrinhos de máquina saindo em disparada e nossa metralhadora de teclas para fechar tabelas e roubar no tempo de toques.

Mas, como sempre, a parte mais engraçada era no caminho de volta.  Tinha a Marta, mais uma das figuras do curso, autora da pérola datilográfica “Bitas promíscuas” (era para ter escrito Notas promissórias) morava no Valparaíso, caminho da gente.  Aí voltávamos a pé, eu, ela, o Wilian e o Ednardo, o mesmo dos berros de água no ônibus.  Ele não permitia que a gente conversasse com a Marta.  Bastava que chegássemos perto dela pra ele vir e nos empurrar com os ombros para o canto da calçada ou rua.

Aí um dia deixamos ele conversar com ela o tempo todo.  Em determinado lugar no Valparaíso ele coloca ela no canto da rua porque, segundo ele “se tivesse que acontecer alguma coisa aconteceria com ele”.  Não deu dois minutos um chevette passou mais perto da calçada e ele tomou uma paulada no braço do espelho retrovisor.  Não aconteceu nada, o carro vinha devagar.  Mas não é que ele (Ednardo) levantou o braço para xingar e já tinha soltado um “Filha da…” quando viu que o chevette parou.  O discurso mudou de tom para um “pode ir moço, não aconteceu nada”

Enfim, fica esse post como homenagem aqueles tempos engraçados.  Tem mais um monte de caso, como o das gêmeas, vamos ver se o Wilian ajuda por aqui…  A foto é de onde ficava o nosso curso de Inglês.  Foi difícil achar essa foto.  Prova que Petrópolis ainda é um nada virtual. O wordpress também está uma piada não deixando eu publicar a foto.  Quando ele resolver, eu coloco

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Sobre Fernando Vieira

Engenheiro Mecânico. Trabalha no Rio mas mora em Petrópolis. Fez esse blog, pra comentar sobre tudo um pouco mesmo sem entender de nada.
Esse post foi publicado em Causos e marcado , , , , , , , . Guardar link permanente.

4 respostas para Voltando do curso

  1. Wiliam disse:

    Eis a minha juventude… heheeh vou mandar um post sobre a uno que atropelou um amigo aqui perto de casa!! ehhehehehehe um grande abraço Fernando!! Boa semana!!

  2. Pingback: 1000 | Blog do Fernando

  3. Pingback: 2000 | Blog do Fernando

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